Roma antiga
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26 de Setembro de 2012
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Sacro Império Romano-Germânico
Comuna de Roma
O Renascimento em Roma
O saque de Roma e a Contrarreforma
O saque de Roma e a Contrarreforma , Part II
O saque de Roma e a Contrarreforma , Part II
 
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O saque de Roma e a Contrarreforma - Em 1527, a política ambígua seguida pelo segundo Papa da família Mécic, o Papa Clemente VII, resultou num dramático saque da cidade pelas tropas imperiais de Carlos V do Sacro Império, que devastou a cidade durante dias. Muitos dos cidadãos foram assassinados ou procuraram abrigar-se fora das muralhas. O próprio Papa aprisionou-se no Castelo de Santo Ângelo. O saque marcava, assim, o fim da era de maior esplendor da Roma Moderna. O Jubileu de 1525 resultou numa farsa, com as reivindicações de Martinho Lutero a instaurar o criticismo e o despeito pela ganância do Papa em relação a toda a Europa. O prestígio de Roma seria confrontado com o desmembramento das igrejas da Alemanha e Inglaterra. Ainda assim, o Papa Paulo III (1534-1549) esforçou-se por apaziguar a situação convocando o Concílio de Trento, embora fosse, ironicamente, o mais nepotista dos papas. Paulo III chegou mesmo a separar Parma e Piacenza dos Estados Pontifícios para criar um ducado independente para o seu próprio filho, Pier Luigi. Continuou, no entanto, o patrocínio pela arte, assistindo ao "Juízo Final" de Michelangelo, pedindo-lhe para renovar o Capitólio e assistir na construção da nova Basílica de São Pedro. Após o choque inicial do saque de Roma, convocou também o brilhante arquitecto Giuliano da Sangallo, o Jovem para fortificar as muralhas da Cidade Leonina. A necessidade da renovação dos costumes religiosos tornou-se evidente com o período de vacância que sucedeu à morte de Paulo III, com as ruas de Roma a tornarem-se palcos de sátiras sobre os cardeais que atendiam ao conclave. Os seus sucessores imediatos foram duas figuras de pouca autoridade que nada soubeream fazer para escapar à actual soberania da Espanha sobre Roma. Paulo IV, eleito a 1555, era membro da facção anti-Espanha. A sua política resultaria num novo cerco à cidade pelas tropas do vice-rei napolitano, em 1556. Paulo apelou à Paz, mas foi obrigado a aceitar a supremacia de Filipe II de Espanha. Foi um dos Papas mais detestados de todos e, após a sua morte, a população revoltou-se atiçando fogo ao palácio da Santa Inquisição e destruindo a sua estátua de mármore no Capitólio. A perspectiva de Paulo sobre a Contrarreforma mostrou-se patente na ordenação de confinar os Judeus a uma área central de Roma, ao redor do Porticus Octaviae, criando assim o famoso Gueto Romano. A Contra-Reforma seria considerada apenas pelos seus sucessores, o moderado Papa Pio IV e o severo Santo Pio V. Embora o primeiro fosse um nepotista, amante dos esplendores da corte, permitiu a introdução de costumes mais severos por parte do seu conselheiro, Carlos Borromeu, que estava prestes a tornar-se numa das figuras mais populares de Roma. Pio V e Borromeo entregaram à cidade o verdadeiro carácter da Contra-Reforma. Toda a pompa foi retirada da corte, os boboss expulsos, e os cardeais e bispos foram obrigados a viver na cidade. F foram punidas severamente a blasfémia e a utilização de concubinas; as prostitutas foram expulsas ou confinadas a distritos reservados para o efeito. O poder da Inquisição dentro da cidade foi reajustado, e o palácio reconstruído com um novo espaço para prisões. Durante este período, Michelangelo abriu a Porta Pia e transformou as Termas de Diocleciano na espectacular basílica de Santa Maria degli Angeli, onde Pio IV foi enterrado.
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