Músicas que não saem da cabeça!
5824 views
27 de Maio de 2011
AXÉ
BLACK MUSIC
BLUES
BOSSA NOVA
"BREGA"
CLÁSSICA
COUNTRY
DANCING
ELETRÔNICA
FOLK
FUNK BRASILEIRO
GOSPEL SOUNDS
GRUDE TOTAL
HIP HOP E RAP
INDIE
INFANTOJUVENIS
JAZZ
LOVE SONGS
DUPLAS ROMÂNTICAS
MPB
NATALINAS
PAGODE
POP
SAMBA
REGGAE
REGGAETON
ROCK AND ROLL
SERTANEJA
SURF MUSIC
TANGO
TANGO ELETRÔNICO
TRADICIONALISTAS E FOLCLÓRICAS
VANERÃO
TRILHAS SONORAS
Sugira uma categoria
 
Você pode ajudar a construir este Laifi! Para inserir textos, imagens ou vídeos, passe o mouse sobre o lápis do item desejado e escolha "Incluir".

Dica: utilize esta barra ou o botão de rolagem do mouse para aumentar ou diminuir o zoom.
Dica 2: para navegar neste Laifi, clique em alguma região vazia e arraste-o para a direção desejada.

Laifis em destaque
Maiores animais do mundo
22 postagens
Pin Ups
64 postagens
Filmes de Hayao Miyazaki
26 postagens
Filmes do Monty Python
23 postagens
Tango
33 postagens

 

Earworms ou Brainworms - Brainworms: música que não sai da cabeça Por Oliver Sacks (09/05/2010) Oliver Sacks nasceu em Londres, em 1933. Formou-se em medicina no Queens College e em 1960 emigrou para os Estados Unidos, prosseguindo os estudos médicos. Mora em Nova York, onde é professor de neurologia clínica na Columbia University. Com a publicação de “Enxaqueca”, em 1970, iniciou uma carreira de escritor. Seu livro “Tempo de Despertar” inspirou o filme homônimo . O “Vale a pena ler de novo” traz um texto de “Alucinações Musicais”, publicado no Brasil em 2007 pela Companhia das Letras. Leia Livros! Brainworms: música que não sai da cabeça Às vezes a imaginação musical normal transpõe um limite e se torna, por assim dizer, patológica, como quando determinado fragmento de uma música se repete incessantemente por dias a fio e às vezes nos irrita. Essas repetições, em geral uma frase ou tema breve e bem definido de três ou quatro compassos, tendem a continuar por horas ou dias, circulando na mente, antes de desaparecer pouco a pouco. Essa repetição interminável e o fato de que a música em questão pode ser banal ou sem graça, não nos agradar ou até mesmo ser abominável, indica um processo coercivo: a música entrou e subverteu uma parte do cérebro, forçando-o a disparar de maneira repetitiva e autônoma (como pode ocorrer com um tique ou uma convulsão). Um jingle publicitário ou a música-tema de um filme ou programa de televisão podem desencadear esse processo para muitas pessoas. Isso não é coincidência, pois a indústria da música cria-os justamente para “fisgar” os ouvintes, para “pegar” e “não sair da cabeça”, introduzir-se à força pelos ouvidos ou pela mente como uma lacraia. Vem daí o termo em inglês earworms (algo como “vermes de ouvido”), se bem que até poderíamos chamá-los de brainworms, ou “vermes de cérebro” (em 1987 uma revista jornalística, para gracejar, definiu-os como “agentes musicais cognitivamente infecciosos”). Um amigo meu, Nick Younes, contou-me como a música “Love and Marriage”, de James Van Heusen, não lhe saiu da cabeça. Ouvi-la uma única vez, cantada por Frank Sinatra como música-tema do programa de televisão “Married with children” [Um amor de família], já bastou para fisgar Nick. Ele ficou “preso no ritmo da música”, e ela tocou em sua mente quase sem parar durante dez dias. Com a repetição incessante, ela logo perdeu o encanto, a animação, a musicalidade e o significado. A música interferia em seu trabalho na escola, em seu pensamento, em sua paz de espírito, em seu sono. Ele tentou interrompê-la de vários modos, porém não conseguiu. “Dei muitos pulos. Contei até cem. Joguei água no rosto. Tentei falar em voz alta comigo mesmo, tapando os ouvidos.” Por fim, ela desapareceu aos poucos – mas quando ele me contou essa história, ela voltou a persegui-lo por várias horas. Embora o termo earworm tenha sido usado pela primeira vez na década de 1980 (como uma tradução literal do alemão Ohrwurm), o conceito não tem nada de novo. Já na década de 1920 Nicholas Slonimsky, compositor e musicólogo, estava deliberadamente inventando formas ou frases musicais que pudessem fisgar a mente e forçá-la à imitação e à repetição. E em 1876 Mark Twain escreveu um conto, “A literary nightmare” [Um pesadelo literário], depois reintitulado “Punch, brothers, punch” [Soquem, irmãos, soquem], no qual o narrador se vê indefeso diante de algumas “rimas bem cadenciadas”: “Elas tomaram posse total e instantânea de mim. Durante todo o café-da-manhã valsaram pelo meu cérebro. [...] Por uma hora, lutei com todas as forças, mas em vão. Minha cabeça não parava de cantarolar. [...] Fui dar uma volta pelo centro da cidade, e logo descobri que meus pés estavam marcando o ritmo daquela melodia implacável. [...] Anoiteceu e eu continuei a cantarolar, fui para a cama, rolei, me revirei e cantarolei noite adentro.” Em: http://bomdiariopreto.com.br/ValeAPenaLerDeNovo/26/Brainworms%3A+musica+que+nao+sai+da+cabeca http://sciencelife.uchospitals.edu/2009/12/11/linkage-1211-google-webs-and-earworms/
Laifi © 2011-2021 Idioma: Português (BR) | Sobre o Laifi | Termos de uso | Política de privacidade | Ajuda