Cidades históricas do Brasil
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20 de Dezembro de 2011
 
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Antônio Prado/Rio Grande do Sul - A floresta milenar que revestia inteiramente os 386km² do atual município de Antônio Prado, permaneceu intocável, como ilha inacessível, até pelo ano de 1880. Nem os missionários jesuítas, que fundaram a Vacaria dos Pinhais, e o próprio Padre Francisco Ximenes, que em 1633 efetuou o levantamento da região, não puseram os pés aqui, assim como não fez a bandeira de Raposo Tavares em 1863. Os fazendeiros dos Campos da Vacaria, no século passado, penetravam na mata que circunda o campo, ocupando terras para implantar suas lavouras e invernadas, entretanto, não ultrapassaram a atual linha divisória do município. Só indígenas, tape e coroado (caingangue) percorria as montanhosas paragens, cobertas de imensos pinhais, de cujo fruto alimentavam-se. Simão David de Oliveira foi o primeiro cidadão que, por volta de 1880, se estabeleceu na margem direita do Rio das Antas. Viera a pé de São Paulo, penetrando no território gaúcho por Vacaria. A seguir, constenado o Rio Vieira, desceu até o Rio das Antas, donde prosseguiu caminho até encontrar um lugar aprazível para construir seu rancho. Era o único trecho de terras planas, junto a foz do Rio Leão e do Arroio Tigre, por onde depois, em princípio de 1886, foi aberta a primeira picada que dava acesso a nova colônia italiana chamada Antônio Prado. Essa picada conhecida como Passo do Simão teve seu nome escolhido em homenagem a Simão David de Oliveira. Antônio Prado foi a sexta e última das chamadas "antigas colônias da imigração italiana", e foi fundada em maio de 1886. Apartir daí, criada a nova colônia, começaram a ser destinadas verbas públicas para abertura de estradas, construção de balsas, medição de terras, construção de barracões, transporte e acolhimento dos colonos. Apesar dos importantes acontecimentos políticos pelos quais o país passava, como a proclamação da República e a Revolução Federalista em 1893, não houve interferência no processo de implantação de imigrantes em terras devolutas e cobertas de matas da Serra do Rio das Antas. A revolução de 1893, agitando violentamente quase todos os recantos do estado, pouco podia interferir numa colônia recém-fundada, alcandorada entre paredões, sem estradas, animais de transporte e sem outros recursos econômicos, humanos e financeiros. Deixando de lado as agitações políticas que abalavam o país, a inspetoria e as comissões de medição de lotes e as de terras e colonização, prosseguiram seu patriótico trabalho de estabelecer mais de mil famílias no território do atual município de Antônio Prado. Ficou estabelecido em 1885 pelo Imperador do Brasil e por outras autoridades, que durante o período de 1886/87, seria criado um núcleo de colonização na margem direita do Rio das Antas. Este núcleo não tinha nome, por isso, o Bacharel Manoel Barata Góis, engenheiro-chefe da Comissão de Madição de Lotes, sugeriu e solicitou que fosse dado à nova colônia o nome de Antônio Prado, em homenagem a Antônio da Silva Prado, fazendeiro paulista que como Ministro da Agricultura da época, promoveu a vinda dos imigrantes italianos ao Brasil, e instalou núcleos coloniais no Rio Grande do Sul. Antônio Prado tem mais de 100 anos de história, que estão preservados em nosso Museu, que também faz parte da história, pois inclui-se no acervo arquitetônico tombado com Patrimônio Histórico Nacional. Encontramos em seu interior mais de 500 objetos que contam a história de um cotidiano de muito trabalho e singelas alegrias. O enxoval das italianinhas, as louças e talheres que serviam para degustar um pescoço recheado ou uma fotáia, os cálices para o vinho da pipa, o arado, o lampião, os trituradores. As fotografias dos momentos gloriosos em que a comunidade juntou as mãos e trabalhou duro para embelezar a cidade. Por isso, objetos de uso e roupas de nossos imigrantes formam o acervo contando a história da região. Fonte: http://www.antonioprado.com.br/historico.php
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