Museus de Artes pelo Brasil
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12 de Dezembro de 2011
 
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Museu Castro Maya (Rio de Janeiro/RJ) - Empresário bem-sucedido, Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968) soube conciliar atividades tradicionais, como o comércio atacadista de tecidos, com a abertura de novas frentes industriais, caso da produção de óleo de linhaça para uso industrial (da famosa marca Tigre), até então exclusivamente importado da Inglaterra e da Holanda. Sua grande empresa - Cia. Carioca Industrial - era dedicada também ao fabrico de óleos vegetais, ficando conhecida por seu produto mais popular, a Gordura de Coco Carioca. Muito se pode falar de Castro Maya - bacharel em Direito, industrial, esportista e incentivador dos esportes, pioneiro da preocupação ecológica, editor de livros, colecionador, fundador de museus e sociedades culturais e defensor do patrimônio histórico, artístico e natural. Filho do engenheiro Raymundo de Castro Maya - homem culto, pessoalmente convidado por D. Pedro II para ser preceptor de seus netos, e renomado técnico da Estrada de Ferro D. Pedro II (conhecida como Central do Brasil) - e de D. Theodozia Ottoni de Castro Maya, herdeira de tradicional família de liberais mineiros, Raymundo Ottoni de Castro Maya nasceu em Paris e para lá retornou diversas vezes, o que lhe proporcionou uma grande intimidade com a cultura européia e, particularmente, a francesa. A única vez que ocupou um cargo público foi em 1943, quando o prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth, convidou-o para coordenar os trabalhos de remodelação da Floresta da Tijuca. Por um salário simbólico, nosso one dollar man, como ficou conhecido, dispôs-se a dirigir a obra de reforma e urbanização desse grande parque florestal. A eficiência de sua administração refletiu no espantoso afluxo da população ao novo parque urbano que, em 1946, chegou à média de 5.000 visitantes por fim de semana. Foi, entretanto, a sua atividade como colecionador que nos legou os registros materiais desse esforço. O apoio a valores artísticos nacionais e a busca do acesso público às suas coleções tornavam-no um tipo de mecenas moderno e urbano, comprometido com a cidade em que vivia. A criação da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, em 1943, preencheu um hiato cultural através da edição de 23 livros, e a fundação da Sociedade Os Amigos da Gravura, em 1952, contribuiu para difundir o gosto pela gravura, enquanto manifestação artística. É igualmente importante destacar a sua participação na fundação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1948, do qual foi o primeiro presidente; a coordenação da comissão organizadora do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, em 1964/65; o trabalho na Câmara do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Conselho Federal de Cultura, para a qual fora nomeado em 1967; a edição dos livros de Debret (Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, 1954) e de Gilberto Ferrez (A Muito Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, 1965); a publicação do livro de sua autoria sobre a Floresta da Tijuca, em 1967; e finalmente a criação da Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya, em 1963, com a abertura do Museu do Açude (1964) e do Museu da Chácara do Céu (1972). Fonte: http://www.museuscastromaya.com.br/historia.htm
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