Roma - Itália
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26 de Outubro de 2011
 
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Sociedade - A sociedade romana, como a grega, é exemplo de sociedade escravista, embora difira desta em alguns aspectos fundamentais. O processo de concentração de terras pela aristocracia patrícia jamais foi bloqueado, e o poder e a influência daquela camada social permaneceram praticamente inalterados até o fim. O elemento central da grande estabilidade desfrutada por Roma foi a instituição do latifúndio escravista, que, estabelecido ali numa escala desconhecida pelos gregos, proporcionou aos patrícios o controle sobre os rumos da sociedade. À solidez econômica e política da situação dos patrícios somou-se o talento militar dos romanos, que fez de Roma, uma cidade-Estado, a sede de um poderoso império. Hoje a Roma é muito mais filosófica do que literal. Melhor seria dizer que é filosoficamente literal. Digo isto no sentido de ser figurada (figura da Roma antiga) por possuir suas características, tanto da Roma marcial (política/militar), que esmagou o mundo antigo sob suas forças militares, quanto da Roma sacra, que esmagou igualmente o mundo medieval com suas forças militares sancionadas pelo misticismo e superstição. Todavia, a Roma atual não é um Estado com o nome Roma, como as duas primeiras foram, apesar que a Igreja é um Estado chamado Vaticano, que está no centro da moderna Roma (tanto no sentido literal, quanto no filosófico), que está onde esteve as velhas Romas. Como a Roma dos césares, a Roma sacra possuía o poder marcial conferido pelos Estados que dela faziam parte e estariam excluídos do mundo econômico se não fizessem. No lugar desses Estados há hoje os EUA, a OEA, a OTAN e o Mercado Comum Europeu, além de outros mercados, podendo incluir praticamente toda a ONU, que conferem a esta Roma uma autoridade fenomenal, haja vista possuir apenas em torno de 800 habitantes, 13 hectares de terra, tendo acento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, enquanto países continentais não têm. Outro ponto a ser destacado é a influência monstruosa do papa nos assuntos políticos do mundo, sendo o próprio João Paulo II quem conseguiu (o que os presidentes norte-americanos não conseguiram) a queda da União Soviética, reunindo-se com Gorbachev, pelo que também caiu o muro de Berlim, em 1989, e o sistema comunista foi reduzido a subserviente do capitalismo. Ao mesmo tempo que o domínio do ocidente (principalmente os EUA) sobre o resto do mundo cresceu acima das nuvens, o avanço da Igreja Católica, bem como de toda a cristandade, em territórios outrora restritos mostrou-se espetacular, sendo que aos poucos a resistência no mundo islâmico aos cristãos também se desintegra. Nos dias atuais andou-se falando até em uma nova cruzada do papa Bento XVI, Joseph Ratzinger, o ex prefeito da Congregação para Doutrina da Fé. Assim se configura a nova Roma e todo seu poder, que crescerá daqui para a frente de forma assustadora e cruel. Portanto, como a Roma dos césares e a Roma papal, a nova Roma tem calcado aos pés muita coisas, Estados e pessoas, embora que hoje ainda de forma disfarçada, mas crescente. E saliento-se que nem mesmo o Santo Ofício da Inquisição desapareceu, sendo hoje a Congregação para a Doutrina da Fé, da qual Ratzinger foi prefeito para João Paulo II, ou o inquisidor máximo. E o padre Leonardo Boff que o diga. Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/mensagensreligiosas/306055
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