Mamíferos aquáticos
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18 de Outubro de 2011
Mamíferos Aquáticos
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Baleia-Jubarte - A baleia-jubarte, também conhecida como baleia corcunda, possui um corpo curioso. A cabeça é um pouco achatada, com uma série de 'calombos' no seu topo e cobertos por pelos bem pequenos. Ainda em cima da cabeça, fica o seu "nariz", na verdade duas cavidades, chamadas de orifícios respiratórios. Elas ficam fechadas quase todo o tempo, só abrindo quando o animal se aproxima da superfície. Nessa hora, todo o ar acumulado nos seus pulmões é expelido (lançado para fora), fazendo 'espirrar' um jato de água sob sua cabeça. Assim como outras baleias, a jubarte não possui orelhas, mas tem ouvidos (ficam atrás dos olhos) e consegue escutar os sons que vêm do oceano. Os olhos ficam próximos da boca, que é comprida e sem dentes. Para ajudar na alimentação, elas possuem uma série de "placas" (chamadas de barbatanas) que descem do céu da boca e formam uma espécie de cortina, por onde a água do mar consegue passar, mas o alimento fica preso. Do queixo até o umbigo é encontrada uma série de pregas de coloração branca, denominadas pregas ventrais, que podem variar de 14 a 35. Estas pregas funcionam como um fole de acordeom, que quando o animal se alimenta se expandem, tornado a "barriga" da baleia temporariamente maior. Quando ela expulsa a água para fora da boca, as pregas voltam à posição normal. Elas estão espalhadas por todo o mundo. No Brasil, a baleia-jubarte pode ser avistada ao longo de toda a costa litorânea, além do arquipélago de Fernando de Noronha e do Atol das Rocas. A maior concentração de exemplares acontece no Banco dos Abrolhos, na Bahia, que é a principal área de reprodução da espécie no Atlântico Sul Ocidental. Acredita-se que existam cerca de 9 mil baleias-jubartes em águas brasileiras. Assim como outras baleias, com a chegada do inverno, a jubarte deixa as regiões de águas frias (polares) e desloca-se para as águas mais quentes (tropicais e subtropicais) para acasalar e dar à luz aos filhotes, que passam de 11 a 12 meses dentro da barriga das mães. Quando nascem, medem de 3 a 5m e pesam entre 800 e 1.200kg. Os filhotes deixam de mamar por volta dos seis meses e começam a se alimentar, assim como as mães, da captura de krill, que é um crustáceo semelhante ao camarão. Ao completar um ano, os filhotes começam a se separar das mães e se juntam a outros grupos de baleias. Aos seis anos, eles já estão prontos para contribuir com o ciclo reprodutivo da espécie, ou seja, podem "namorar" e também gerar filhotes! A baleia-jubarte é um espetáculo à parte no reino animal. Mesmo com 35 a 40 toneladas de peso, ela consegue realizar saltos impressionantes, elevando quase todo o corpo para fora da água. Para enriquecer ainda mais a "apresentação", os saltos podem acontecer em sequência, sendo o primeiro de maior amplitude, seguido de uma série de saltos menores. Acredita-se que o salto da baleia-jubarte pode ser uma forma do macho se exibir para a fêmea, ou mesmo, uma estratégia para chamar a atenção de outros indivíduos da espécie. Além do talento para saltar, a baleia-jubarte também se arrisca em outro "campo artístico": o canto, utilizado para seduzir as fêmeas na temporada reprodutiva. As canções são compostas de "frases" repetitivas, cantadas em longas sequências. Elas são diferentes entre as várias populações da espécie espalhadas pelo mundo e também mudam a cada temporada. Acredita-se que o canto é uma forma do macho atrair a fêmea e/ou afastar outros machos.
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