Prêmio Nobel 2011
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07 de Outubro de 2011
Física
Química
Literatura
Medicina
Paz
Economia
 
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Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess - Em meados dos anos 90, duas equipes diferentes mapearam o cosmos localizando dezenas de explosões de estrelas – as chamadas supernovas. Saul Perlmutter, do Lawrence Berkeley National Laboratory e da Universidade da Califórnia, ambos nos Estados Unidos, liderava uma delas. Brian Schmidt, da Universidade Nacional da Austrália, e Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins, lideravam a outra. Os pesquisadores escolheram um tipo específico de supernova, a Ia: trata-se de uma velha estrela compacta, tão pesada quanto o Sol, mas tão pequena quanto a Terra, que pode emitir tanta luz quanto uma galáxia. Ao estabelecer a distância entre elas e a velocidades em que estão se movendo, os cientistas esperavam encontrar dados comprovando que a aceleração do universo estava diminuindo, mas o que encontraram os deixou boquiabertos: descobriram justamente o contrário. Há mais de um século, a hipótese de que o Universo está expandindo em consequência do Big Bang é praticamente uma unanimidade científica, mas muitas dúvidas permaneciam quanto à forma como o universo continuou expandindo após a grande explosão 14 bilhões de anos atrás. Existem, basicamente, três modelos diferentes da forma como o Universo se expande, todos baseados na quantidade de matéria e gravidade no cosmos. Num chamado Universo “fechado”, haveria matéria o suficiente no Universo para gerar uma força gravitacional tão grande que, em algum momento, o universo deixaria de expandir e contrairia, terminando no chamado Big Crunch – um fim dos tempos quente, denso, com a matéria se aglomerando novamente. Por outro lado, no Universo “aberto”, as forças gravitacionais não são grandes o bastante para evitar a expansão e toda a matéria se afasta cada vez mais, ficando diluída em um espaço cada vez maior, mais frio. Já no chamado universo “Plano”, tudo expande até dado momento, quando a aceleração da expansão decai e encontra um equilíbrio. O cosmo não acabaria nem em “fogo”, nem em “gelo”. Para entender um pouco melhor as duas primeiras hipóteses, imagine que uma pessoa, na Terra, lança uma pedra em direção ao céu. Se a pedra não acelerar o suficiente, ela subirá até certo ponto da atmosfera, se afastando do solo, até o momento em que interromperá sua subida e começará a cair (Universo fechado). Por outro lado, se ela ganhar velocidade o bastante para ultrapassar a atmosfera, chegar ao espaço, e continuar se afastando, em algum momento deixará de sofrer a influência da gravidade terrestre e nunca mais cairá no solo (Universo aberto). Guardadas as devidas proporções, a descoberta dos três ganhadores do Nobel mostra justamente isso: que esta expansão está acelerando sempre. Essa aceleração é movida pela misteriosa energia escura, uma força que constitui cerca de ¾ do universo, mas sobre a qual ainda se sabe muito pouco. Isso faz da pesquisa sobre o afastamento do universo um verdadeiro paradoxo: tanto uma descoberta quanto mais um enigma cósmico.
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