Vida e obras de Júlio Verne
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29 de Setembro de 2011
A infância de Júlio
O começo da carreira literária
O adeus de Júlio Verne
Obras
Livros que viraram filmes
 
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Vinte mil léguas submarinas - Vinte Mil Léguas é um clássico da FC do século 19. A história começa quando o Dr. Pierre Arronax é convidado pelo Secretário da Marinha dos Estados Unidos a participar de uma expedição de pesquisa naval a bordo do Abraham Lincoln, navio sob o comando do Comandante Farragut - provavelmente o próprio David G. Farragut (1801-1870), um veterano da Guerra da Secessão. O objetivo é encontrar um monstro marinho, avistado no Oceano Pacífico. Durante o confronto com a besta, Arronax, seu criado Conseil e o arpoador canadense Ned Land são lançados ao mar, para serem subseqüentemente resgatados pelo submarino Náutilus do Capitão Nemo, que os toma como prisioneiros. Nemo vive incógnito, circunavegando o mundo seguidamente e resgatando os tesouros de navios naufragados, o que lhe permite manter a sua tecnologia superior. É claro que Verne não previu nem inventou o submarino, com este romance de aventuras; engenheiros franceses haviam construído um submarino que foi usado pelas forças da União, durante a guerra, e exemplos anteriores se estendem até fins do século 18. A diferença é que o Náutilus, que funcionaria com eletricidade, possui a desenvoltura de um dos submarinos nucleares da atualidade. O livro, narrado por Arronax, é um vasto passeio pelos oceanos do mundo e suas maravilhas submarinas, descritas com certo fervor didático por Verne (o material normalmente extirpado em edições menos fiéis ao original). Não é apenas a tecnologia que o interessa, mas também a fauna e a geografia marítimas. Outros detalhes fantásticos são a visita à Atlântida submersa, imagem que ficou na consciência coletiva das pessoas por todo século 20, e a luta da tripulação do Náutilus contra uma lula gigante. Mas foi apenas com A Ilha Misteriosa (L'Île mystérieuse), de 1874, que Verne revelou que o misterioso Nemo (que significa "sem nome" em latim) é Dakkar, um príncipe indiano revoltado com o colonialismo europeu e com a estupidez humana, que presta serviços aos oprimidos do mundo. Esse didatismo esconde um aspecto interessante para a FC do século 20: a ficção de Verne, que raramente escreveu sobre o futuro, estava ancorada fortemente no presente. Mesmo tendo tratado de temas do passado histórico e pré-histórico, Verne se referia ao agora, ao conhecimento atual do homem do século 10. Não importava que falasse de dinossauros ou da Atlântida, a sua ficção exsudava uma forte sensação de contemporaneidade, integrando-se ao contexto das publicações populares em que seus romances apareciam. Os interesses cotidianos das pessoas do século 19 - viagens, descobertas e feitos científico-aventurescos - eram incrementados e transformados pelo maravilhamento. Assim, a ciência e a tecnologia impregnavam a experiência do sujeito da época. http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3834933-EI6622,00-Resenha+Aventura+Submarina.html
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