Depressão
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23 de Agosto de 2011
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Depressão na Terceira Idade - A depressão é a principal doença mental da terceira idade. Este seja um dos mais importantes sintomas psicológicos que atinge as pessoas na idade adulta, não só por sua grande freqüência, mas também por suas importantes conseqüências sobre todo o organismo. É uma situação que pode se confundir com uma série de doenças, sendo em geral muito mal orientada em nosso meio. A vida moderna exclui o idoso do convívio familiar. Não se tem tempo para eles. Homens e mulheres cada vez mais envolvidos com o trabalho e as crianças com a agenda cada vez mais cheia, não conseguem dedicar um pouco do seu tempo para um pai, uma mãe, um avó ou avô. Existem situações piores, quando o idoso mora sozinho, via de regra com apenas uma empregada como companhia. Nas camadas mais pobres a maioria das vezes nem esta companhia têm. Sentimentos de abandono, tristeza, sensação de inutilidade, apatia, choro fácil, desesperança, são rotina de inúmeros idosos. Isto, aliado as enfermidades próprias da idade, como males de Alzheimer e Parkinson, diabete, esclerose múltipla, além das limitações de locomoção, dificuldade de concentração, memorização, baixa auditiva e visual, tornam a vida do idoso mais limitada. É preciso um esforço grande de sua parte e um apoio da família para que todos estes problemas sejam superados e ele mantenha uma qualidade de vida satisfatória. A grande maioria dos idosos se percebe com menos cabelo, cabelos brancos (91.2%); manchas e rugas na pele (81.1%); problemas de visão e de audição (74.9%); déficit na força muscular (59.7%), etc. A isso se associa uma característica psicológica, que é um forte apego ao passado (57.2%). Os fatores sociais e os elementos gerais parecem exercer uma forte influência. As mulheres levam mais em conta as mudanças em sua aparência externa, os homens, por sua vez, ressentem mais a debilidade física. Dentro da percepção do envelhecimento, cabe chamar a atenção sobre a explicação que os idosos realizam de sua velhice, e sobre a rapidez com que esta se instaura para eles. O ritmo do envelhecimento é percebido de forma diferente por homens e mulheres. A maioria dos homens (59.1%) pensa envelhecer de forma lenta ou pouco a pouco. As mulheres (52.7%), em troca, vêem este processo como algo normal, nem lento nem rápido. A correlação entre Saúde Mental e Percepção do Envelhecimento faz supor uma influência negativa dos problemas psicológicos sobre a autopercepção dos idosos. A presença de ansiedade, irritabilidade, sensação de insuficiência, de inutilidade, entre outras, pode levar aos idosos a supervalorizar (e em alguns casos extremos, a acelerar) alguns traços próprios da velhice. Da mesma forma, é lícito supor que a presença de certos traços do envelhecimento e seus efeitos nas vidas das pessoas possam gerar problemas psicológicos, já que, ao que parece, as limitações do envelhecimento e a marginalização social concomitante, terminam por afetar o equilíbrio interno dos indivíduos. O mais provável é que exista uma influência recíproca entre ambos fatores, os mesmos que à maneira de um círculo vicioso se retro-alimentam mutuamente. A atividade em geral, seja física ou de outra ordem, é uma variável frequentemente citada na literatura como sendo de grande relevância para qualidade de vida na velhice. O exercício físico, o chamado aeróbio, realizado com intensidade moderada e longa duração, propicia alívio do estresse ou tensão, devido a um aumento da taxa de um conjunto de hormônios denominados endorfinas que agem sobre o sistema nervoso, reduzindo o impacto estressor do ambiente e com isso pode prevenir ou reduzir transtornos depressivos, o que é comprovado por vários estudos. Contudo, não adianta ter só habilidade física e esquecer da emocional e social. O exercício físico deve ter estratégias que associem a ação mecânica com a ação mental, contribuindo para a melhora global das habilidades do idoso e evitando o declínio que naturalmente acompanha a velhice. A importância em se diagnosticar esse quadro, é que, ao se estabelecer à terapia indicada, devolve-se ao indivíduo a capacidade de amar, pensar, interagir e cuidar de pessoas, trabalhar, sentir-se gratificado e assumir responsabilidades. A depressão produz com freqüência uma queda na imunidade, diminuindo a resistência física às doenças (destaque para as doenças infecciosas e o câncer). A depressão severa na pessoa idosa pode apresentar um estado confusional semelhante a que ocorre com a demência. Os medicamentos antidepressivos (chamados antidepressivos tricíclicos) atuam nos neurotransmissores permitindo uma recuperação do equilíbrio químico do cérebro. Alguns psiquiatras também utilizam a eletroconvulsoterapia, porem, por razões culturais, o uso de eletrochoques é visto como um recurso traumático e cruel, quando na realidade é o contrario. Se for bem-indicado, ele dá excelentes resultados, sem traumas para o paciente. O acompanhamento psicoterápico permite complementação do tratamento medicamentoso, propiciando a recuperação da qualidade de vida do idoso. A realização de atividade física regular é muito eficiente no tratamento da depressão, como também pode ser utilizado para estimulação, de jogos de memória, passeios, discussões, leitura e conversas com o objetivo de aumentar a auto-estima. O apoio da família nesse momento é de extrema importância para obter bons resultados, já que nesse período da vida muitos idosos se sentem, e são desprezados e rejeitados tanto pela sociedade, quanto pela própria família.
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