Histórias das Bruxas
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10 de Agosto de 2011
Métodos de torturas na Idade Média
Métodos de Execução na Idade Média
 

 

 

 

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Malleus Maleficarum (O Martelo das Bruxas) - O Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas em latim), é provavelmente o tratado mais importante já publicado no contexto sobre a perseguição as bruxas. É um livro sobre a caça as bruxas que logo depois de ser publicado na Alemanha em 1486, teve várias outras edições, se espalhou pela Europa e teve um profundo impacto nos juízos contra as bruxas no continente por cerca de 200 anos. Esta obra é notória pelo seu uso no período de combate a bruxaria que alcançou sua máxima expressão em meados do século XVI até metade do século XVII. Martelo das Bruxas(Malleus Maleficarum) é considerado um dos livros mais diabólico que a mente humana pode criar. É o manual que a igreja católica mandou fazer para exterminar mulheres na idade média, conhecido como Santa Inquisição. Foi escrito em 1484 e publicado em 1486 (ou 1487), por dois monges alemães dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger. Pela primeira vez na história, uma equipe internacional de investigação tenta desvendar os mistérios do Malleus Maleficarum, ou "O Martelo das Bruxas", um famoso manual escrito em 1485 e que mudou a maneira como o mundo concebia o mal. Com instruções detalhadas de como encontrar, perseguir e castigar as bruxas, o Malleus inspirou séculos de acusações e derramamentos de sangue em todo o mundo. Através de recriações e entrevistas com estudiosos, o NatGeo analisa a autoria, a legitimidade e a história do "Martelo das Bruxas". O Livro O Malleus Maleficarum é um livro escrito em 1484 e publicado em 1486 (ou 1487), por dois monges alemães dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger, que se tornou uma espécie de "manual contra a bruxaria". O livro foi amplamente utilizado pelos inquisidores por aproximadamente duzentos e cinquenta anos, até o fim da Santa Inquisição, e servia para identificar bruxas e os malefícios causados por elas, além dos procedimentos legais para acusá-las e condená-las. O Malleus Maleficarum traz inúmeras e exageradas descrições e, até certo ponto, apelativas e incoerentes. O livro divide-se em três partes distintas, sendo que cada parte subdivide-se em capítulos chamados Questões. A primeira parte, que contém dezoito Questões, ensina a reconhecer bruxas nos seus múltiplos disfarces e atitudes. A segunda parte traz apenas duas Questões, mas a primeira está subdividida em dezesseis capítulos e a segunda em oito. Esta segunda parte expõe os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os detalhadamente, e os métodos para desfazê-los. A terceira e última parte, que contém uma introdução geral e trinta e cinco Questões subdivididas, condiciona as formalidades para agir "legalmente" contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las, tanto nos tribunais civis como eclesiásticos. A influência demoníaca é feita através do controle da sexualidade, e por ela, o Demonio apropria-se primeiramente do corpo e depois da alma. Segundo o livro, as mulheres são o maior canal de acção demoníaca. Ainda, a primeira e mais importante característica descrita no livro, responsável por todo o poder das feiticeiras, é copular com o Demonio. Portanto, Satã é o "senhor do prazer". Dessa forma, uma vez obtida a relação com o Demonio, as feiticeiras são capazes de desencadear todos os males, especialmente impotência masculina, impossibilidade de se livrar de paixões desordenadas, oferendas de crianças a Satã, abortos, destruição das colheitas, doenças nos animais, entre outros. Porém, no próprio livro é citado que o coito com o Demonio não seria exatamente carnal, já que estas criaturas eram espíritos, mas ocorria através de rituais orgíacos. O surgimento do Malleus Maleficarum No início do século IX, havia a crença popular sobre existência de bruxos que, através de artifícios sobrenaturais, eram capazes de provocar discórdia, doenças e morte. Por sua vez, a Igreja não aceitava a existência de bruxos e ainda, baseado no conselho eclesiástico de São Patrício (St. Patrick), afirmava que "um cristão que acredite em vampiros, é o mesmo que declarar-se bruxo confesso ao Demonio" e que "pessoas com crenças não poderão ser aceites pela Igreja a menos que revoguem com palavras suas o crime que cometeram". Na segunda metade do século X já havia penalidades severas para quem fizesse uzo de artes mágicas. No século XIV (1326) a Igreja autoriza a Inquisição a investigar os casos de bruxaria. Pouco mais de cem anos depois, em 1430, teólogos cristãos começam a escrever livros que "provam" a existência de bruxos. O livro Formicarius, escrito por Thomas de Brabant, em 1480, aborda a relação entre o homem e a bruxaria. Mulheres e Feiticeiras Tradicionalmente, nas culturas pré-cristãs, a mulher era objeto de adoração e respeito. Era a fonte doadora da vida e símbolo da fertilidade. Porém, mesmo sob a alegação formal de combater a heresia em todas as suas variações, as descrições contidas no Malleus Maleficarum, fundamentadas em conceitos de uma civilização patriarcal, contribuíram para construir uma idéia fantasiosa e infamante sobre as mulheres. Esta idéia podia ser legitimada através do preceito que Eva surgiu de uma costela torta de Adão. Logo, ocorreu a associação que, consequentemente, todas as mulheres não podiam ser retas na sua conduta. Ainda, o pecado original ocorreu através do acto sexual (na metáfora de Adão e Eva comendo a maçã) e, assim, a sexualidade era o ponto mais vulnerável do ser humano. Portanto, segundo o livro, "mas a razão natural está em que a mulher é mais carnal do que o homem, o que se evidencia pelas suas muitas abominações carnais". Desse modo, qualquer mulher que se dispusesse a tratar pequenas enfermidades ou ferimentos com preparados domésticos à base de ervas, morasse sozinha e tivesse um animal de estimação (um gato, por exemplo), tivesse comportamento pernicioso, entre outras alegações superficiais, podia ser acusada de bruxaria. A tortura, como é sugerida no próprio Malleus Maleficarum, era o método utilizado para extrair as confissões das supostas bruxas. Aparelhos como A Dama de Ferro e a Cadeira das Bruxas eram amplamente utilizados. Além de torturas menos sofisticadas, como o aquecimento dos pés ou a introdução de ferros sob as unhas. Deste modo, a ré passava por tantos suplícios que acabava por admitir as sentenças elaboradas pelo inquisidor. Ainda, as lendas em torno das supostas bruxas propagavam-se entre o povo. Através da acção demoníaca, uma mulher podia ser capaz de se transformar em animais, voar e manipular a vontade, confundir o pensamento e a atitude de outras pessoas. Provocar erecção masculina ou a impotência sexual; além de inibir ou aumentar a libido das suas vítimas. As bruxas, nos seus rituais, dançavam nuas nos campos e alimentavam-se de fetos e cadáveres. Malleus Maleficarum são apenas disfunções mentais, como histeria e alucinações. O ocorrido em Salem, Nova Inglaterra, no fim do século XVII, é um bom exemplo de histeria colectiva. Ainda sob o olhar dos historiadores modernos, os motivos que levaram à produção do Malleus Maleficarum não são mais que artimanhas políticas com pouca ou nenhuma argumentação religiosa. De qualquer forma, o Malleus Maleficarum é um produto religioso e político dos mais significativos da Idade Média. Não é possível dissociá-lo do contexto histórico da Santa Inquisição, da Igreja Católica medieval, e muito menos dos principais acontecimentos daquela época, como a peste negra, a queda do sistema feudal, a invenção da imprensa e o início da Renascença. Isto porque, de forma directa ou até mesmo contraditória, um acontecimento tem influencia sobre outro. Assim, o Malleus Maleficarum é mais que um "código penal eclesiástico" utilizado na Idade Média, é um registo fiel do que foi parte do pensamento da Igreja Católica medieval, com uma imensa oposição à figura da mulher e um desejo cego de manter a autoridade política, economica e religiosa e, desse modo, de todo um contexto deste capítulo da história da humanidade. Fontes: http://br.taringa.net/posts/tv-filmes-e-series/45813/O-Martelo-das-Bruxas.html http://www.myspace.com/luis.silva.visions/blog/540162944
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