Tipos de Câncer e Tumores
18311 views
05 de Agosto de 2011
O que causa o câncer?
O câncer é hereditário?
O câncer é contagioso?
Qual a diferença entre câncer in situ e invasivo?...
O câncer tem cura?
Todo tumor é câncer?
Como diagnosticar o câncer?
Quem está sob risco de desenvolver câncer?
 
Você pode ajudar a construir este Laifi! Para inserir textos, imagens ou vídeos, passe o mouse sobre o lápis do item desejado e escolha "Incluir".

Dica: utilize esta barra ou o botão de rolagem do mouse para aumentar ou diminuir o zoom.
Dica 2: para navegar neste Laifi, clique em alguma região vazia e arraste-o para a direção desejada.

Laifis em destaque
Churrasco
70 postagens
Alimentos termogênicos
14 postagens
Alimentos que reduzem a p...
13 postagens
Propriedades naturais da ...
21 postagens
Consumo ideal de água
21 postagens

 

Tumores Ósseos - A conduta médica nos pacientes com suspeita ou portadores de tumores ósseos mudou sensi-velmente na última década. Atualmente há, com o tratamento, uma perspectiva de sobrevida acima de 5 anos de no mínimo 50%, tanto no osteossarcoma como no tumor de Ewing. O diagnóstico precoce e o pronto encaminhamento para o especialista em cirurgia ortopédica oncológica será indubitavelmente de grande importância para o paciente. Infelizmente, muitos pacientes com tumores ósseos malignos são diagnosticados tardiamente, apresentando lesões extensas e com isso impedindo o tratamento de preservação do membro, com óbvio comprometimento da sobrevida. Os sintomas iniciais são marcadamente consistentes, a despeito da ausência de tumor palpável. A maior parte dos pacientes irá perceber uma dor leve na parte envolvida, que gradualmente aumenta na intensidade e duração, até se tornar constante. Geralmente a dor não piora com a atividade, mas costuma intensificar-se à noite. A princípio sua intensidade é variável, mas, com a progressão do tumor, torna-se constante e só parcialmente aliviada pelo uso de analgésicos. Em metade dos pacientes a dor é acompanhada de inchaço da região comprometida, mas em alguns poucos pacientes não há dor e o inchaço é o único sinal presente. Quando uma dor progressiva e inchaço aparecem associados na extremidade de um osso longo, um tumor ósseo deve ser considerado na lista dos diagnósticos diferenciais. A dor nas extremidades é muito comum na prática clínica, mas a duração e a natureza progressiva dos sintomas deve alertar os pediatras, os clínicos e os ortopedistas sobre a possibilidade de uma patologia óssea subjacente. É de nos surpreender o tempo que os pacientes sofrem os sintomas antes de procurar um médico. Nos países desenvolvidos, uma média de 6 semanas para os pacientes com osteossarcoma, 16 semanas para pacientes com tumor de Ewing e 21 semanas para pacientes com condrossarcoma. Em nosso meio, esses prazos são seguramente multiplicados por dois. Isto significa que um paciente portador de osteossarcoma já apresenta sintomas no mínimo 3 meses antes de procurar atendimento médico. Também é de assustar o tempo médio entre a consulta inicial e o início do tratamento: 7 semanas para pacientes com osteossarcoma, 31 semanas para aqueles com tumor de Ewing e aproxi-madamente 30 semanas para pacientes com condrossarcoma, em nosso meio. As causas dessa demora são na maior parte das vezes devidas ao fato de os médicos não pensarem no diagnóstico diferencial de tumor ósseo. Quando o tumor é lembrado na primeira consulta, a radiografia freqüentemente conduz ao diagnóstico correto, imediatamente. Por outro lado, quando não se levanta a suspeita de tumor ósseo, várias modalidades de tratamento (imobilizações, fisioterapia, manipulações) são utilizadas, sem benefícios para o paciente e infelizmente atrasando o correto diagnóstico do tumor. Os tumores da pelve mostraram-se particularmente difíceis de diagnosticar, levando uma média de aproximadamente 1 ano entre o início dos sintomas e a instituição do tratamento. Esta longa demora ocorre porque os sintomas podem mimetizar distúrbios abdominais e de coluna. Um exame cuidadoso freqüentemente pode diagnosticar a presença de uma massa e, a partir daí, conduzir para uma investigação cuidadosa. Com o aprimoramento das técnicas de estadiamento e a efetividade do tratamento coadjuvante, houve um desenvolvimento muito grande na cirurgia ortopédica, principalmente nas ressecções dos tumores ósseos, seguidas de substituição por endopróteses não convencionais ou ossos transplantados, com a conseqüente preservação do membro, no lugar das amputações. Essas técnicas de preservação dos membros exigem uma localização anatômica precisa do tumor através de radiografias, tomografia, arteriografia e ressonância magnética, entre outros exames. Os tumores ósseos são primários ou secundários (metastáticos). Os tumores primários do esqueleto podem ser benignos ou malignos. Depois de uma história completa, exame físico e alguns estudos de laboratório, o tratamento dos tumores ósseos pode ser dividido em três fases: (1) estadiamento por imagem, (2) diagnóstico anátomo-patológico e (3) tratamento. Ao formular o plano de tratamento, deve-se considerar o tipo histológico do tumor, a extensão e o comprometimento local e a possibilidade de metástases. Os fatores clínicos como idade, profissão, estilo de vida e expectativa de vida também desempenham papel importante nas opções de tratamento disponíveis. Tipos de Câncer Os carcinomas são os tumores malignos mais comuns e incluem 85-90% do total anual de casos de câncer. Os carcinomas mais comuns se originam no pulmão, mama, próstata e rins, entre outros órgãos. Estes tumores metastatizam para o esqueleto, podendo resultar em fraturas que exigem a fixação cirúrgica ou substituição por próteses metálicas. As neoplasias hematopoiéticas surgem nas células originadas na medula óssea e linfonodos. Exemplos destes tumores são leucemias, mieloma múltiplo e linfomas. Eles constituem cerca de 10% do total de neoplasias diagnosticadas anualmente e são geralmente tratados com quimioterapia e / ou radioterapia sendo a cirurgia raramente necessária. As metástases de carcinomas e o mieloma múltiplo são os tumores ósseos malignos mais comuns e acometem principalmente pacientes acima dos 40 anos de idade. Sarcoma é um tumor maligno primário do sistema músculo- esquelético e pode surgir em qualquer osso ou tecido mole. O câncer que se inicia no osso é chamado de sarcoma ósseo primário, sendo os exemplos mais comuns o osteossarcoma, sarcoma de Ewing e o condrossarcoma. Os sarcomas de partes moles são tumores malignos que podem apresentar características de músculos. Os exemplos mais comuns destes sarcomas são o fibrohistiocitoma maligno, o lipossarcoma, o sarcoma sinovial e o tumor maligno da bainha neural. Os sarcomas são raros, constituindo 0.5% do total do número anual de novos cânceres, e são 200 vezes menos comuns do que os carcinomas. Tumores ósseos Tumor é um nódulo ou uma massa que se forma quando células se dividem de forma incontrolável. A maioria dos tumores ósseos primários, ou seja, que nascem no osso tem causa desconhecida. Os tumores que nascem em outra parte do organismo e se espalham para o osso se denominam lesões ósseas secundárias ou metástases ósseas. Com o aumento do tumor há substituição do tecido ósseo sadio por células tumorais podendo enfraquecer os ossos e levar a fraturas patológicas. Tumores agressivos podem levar à incapacidade ou morte, especialmente se sinais e sintomas não forem detectados de forma precoce. A maioria dos tumores ósseos são benignos. Alguns tumores podem se espalhar e levar a metástases à distância e por isso são denominados malignos. Isso ocorre através do sangue ou do sistema linfático. Muitas vezes, outras patologias como infecção, fraturas por estresse e outras alterações ósseas podem lembrar tumores e são chamadas lesões pseudotumorais. Tipos de tumores ósseos Os quatro tipos mais comuns de tumores ósseos malignos são: Mieloma Múltiplo O mieloma múltiplo é o tumor maligno primário mais comum do osso. É um tumor maligno da medula óssea. O mieloma múltiplo acomete cerca de 20 milhões de pessoas por ano no mundo. A maioria dos casos atinge pacientes com idades compreendidas entre os 50 e os 70 anos. Qualquer osso pode ser envolvido. Osteossarcoma O osteossarcoma é o segundo tumor ósseo mais comum. É um tumor raro e ocorre em duas ou três novas pessoas por milhão de pessoas anualmente. A maioria dos casos ocorre em adolescentes ao redor do joelho. Sarcoma de Ewing O sarcoma de Ewing é mais comum entre 5 e 20 anos de idade. As localizações mais comuns são fêmur, bacia,úmero e escápula. Condrossarcoma O Condrossarcoma ocorre mais comumente em pacientes entre 40 e 70 anos de idade. A maioria dos casos ocorre ao redor do quadril e pelve ou do ombro. Existem muitos tipos de tumores ósseos benignos. Os tipos mais comuns incluem: Fibroma não ossificante Cisto ósseo simples unicameral Osteocondroma Tumor de células gigantes Encondroma Sintomas A maioria dos pacientes com um tumor ósseo sente dor. A dor é geralmente descrita como forte e maçante. A dor pode ou não piorar com a atividade física e muitas vezes o paciente acorda durante a noite. Embora tumores não sejam causados por trauma, ocasionalmente, uma lesão tumoral pode começar a doer após episódio traumático que é observado em cerca de metade dos pacientes. Os tumores ósseos podem causar uma lesão que enfraquece o osso podendo levar a fraturas e piora da dor. Alguns tumores podem causar febre e sudorese noturna e muitos pacientes não têm quaisquer sintomas, a não ser uma massa indolor. Ocasionalmente tumores benignos podem ser descobertos acidentalmente quando raios-X são feitos por outros motivos, tais como um entorse do tornozelo e tendinites no ombro Diagnóstico Se você acha que pode ter um tumor ósseo, consulte um especialista em oncologia ortopédica o mais rapidamente possível para o diagnóstico e tratamento. O médico irá recolher informações detalhadas sobre saúde geral, o tipo do tumor, tamanho, localização e possível extensão da lesão. Exame Físico O seu médico irá examiná-lo fisicamente. O foco é a massa tumoral, avaliação de sua textura e localização, qualquer alteração nas articulações e amplitude de movimento. Em alguns casos, o médico pode querer examinar outras partes do seu corpo para avaliar se houve propagação da lesão. Exames O seu médico irá provavelmente obter raios-X. Diferentes tipos de tumores têm características diferentes em relação a radiografia. Alguns tumores têm destruição óssea e alguns podem formar osso ou causar deformidades.As vezes é necessário a complementação com outros exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética , cintilografia óssea e exames laboratoriais. Biópsia A biópsia é um outro procedimento que pode ser realizado para confirmação diagnóstica em alguns casos. Uma biópsia retira uma amostra de tecido do tumor que será examinada sob um microscópio por um médico patologista.Existem dois métodos básicos de se fazer uma biópsia. Biópsia por agulha O médico insere uma agulha para remover o tumor de alguns tecidos. Isto pode ser feito no consultório médico com anestesia local, no centro cirúrgico sob anestesia ou , em alguns caos, um radiologista pode fazer uma biópsia com agulha, usando algum tipo de imagem como uma tomografia computadorizada ou ultra- som para ajudar a direcionar a agulha em direção ao tumor. Biópsia aberta Neste caso, o médico remove o tecido cirurgicamente. O paciente é submetido a anestesia geral ou raquianestesia e uma pequena incisão é feita para remoção do tecido tumoral O tratamento dos tumores malignos Se você for diagnosticado com um tumor ósseo maligno, você pode querer ter uma segunda opinião para confirmá-la. Se você tem câncer ósseo, a equipe pode incluir vários especialistas como um oncologista ortopédico, um médico oncologista, um radioterapeuta, um radiologista e um patologista. As metas do tratamento incluem a cura do câncer e a preservação da função do membro. O tratamento depende de vários fatores, incluindo o estadiamento do câncer, ou seja, se ele está localizado ou se espalhou. No caso de um tumor localizado as células cancerosas são contidos ao tumor e área circundante. No caso do tumor ser metastático ele está propagado pelo resto do corpo. Tumores nesta fase são mais graves e mais difíceis de curar. Geralmente, o tumor é removido usando cirurgia e em muitas vezes, quimioterapia e radioterapia são utilizadas em combinação com a cirurgia. Cirurgia de salvamento de membro Esta cirurgia remove o tumor e a parte do osso acometido mais uma margem de tecido sadio ao seu redor podendo incluir músculos, tendões, nervos e vasos sanguíneos. O osso retirado é substituída por um implante metálico (prótese) ou transplante ósseo. Amputação Amputação elimina todas ou parte de um braço ou perna quando o tumor é grande ou quando nervos e vasos sanguíneos estão envolvidos. Atualmente existem muitas próteses com ótima função de membros inferiores. Radioterapia Radioterapia pode ser utilizada em alta dose para matar células cancerosas, encolher tumores e aliviar sintomas dolorosos. Quimioterapia Este tratamento é muitas vezes usado para matar células tumorais quando eles se propagaram na corrente sanguínea, mas ainda não podem ser detectados em testes e exames. Quimioterapia é geralmente usada quando tumores cancerígenos têm uma elevada probabilidade de propagação. Acompanhamento Acompanhamento regular após o tratamento é muito importante para câncer ósseo ou de partes moles. O médico vai continuar a acompanhar o paciente de perto durante vários anos. É importante ter a certeza de que o câncer ou não vai voltar ou tratá-lo precocemente caso ocorra uma recidiva. As consultas podem incluir um exame físico, raios-X, tomografia, ressonância, cintilografia e outros testes laboratoriais. O tratamento do câncer pode causar efeitos secundários muitos anos mais tarde. Por este motivo, os doentes devem continuar a ter os seus exames com o oncologista ortopédico, e devem relatar qualquer problema logo que ele apareça. Os pacientes que tiveram parte ou a totalidade de um membro removido necessitarão de fisioterapia. Fisioterapeutas e médicos que se especializaram em ajudar os pacientes a se reabilitarem orientam os pacientes a fazer suas atividades regulares de novas formas. Fisioterapeutas também ajudar os pacientes a aprenderem a utilizar as suas próteses. Tratamento da recidiva local de sarcomas Embora a recidiva local de sarcoma seja uma experiência assustadora para as pessoas, os médicos têm grande potencial de sucesso no tratamento desses pacientes. Recidiva local não significa necessariamente que o primeiro tratamento foi inadequado ou errado, e isso não significa que o indivíduo com a reincidência não pode ser curado. Fontes: http://www.clinicacofrat.com.br/website/index.php/artigos/35-ortopedia/81-tumor-osseo http://www.unifesp.br/dorto-onco/livro/tumor1.htm
Laifi © 2011-2019 Idioma: Português (BR) | Sobre o Laifi | Termos de uso | Política de privacidade | Ajuda