Wilson Simonal: Discografia e Letras de Músicas
4866 views
05 de Agosto de 2011
Wilson Simonal (1981)
Simonal (1983)
Bem Brasil - Estilo Simonal (1998)
Os Compactos
 

 

 

 

Dica: utilize esta barra ou o botão de rolagem do mouse para aumentar ou diminuir o zoom.
Dica 2: para navegar neste Laifi, clique em alguma região vazia e arraste-o para a direção desejada.

Laifis em destaque
Ballet
42 postagens
Elijah Wood - Filmografia
28 postagens
O Teatro Mágico
20 postagens
Filmes de Al Pacino
47 postagens
Amy Winehouse - Vida e Ob...
50 postagens

 

Resenha Crítica do Documentário - Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei. Por Fotograma - http://blogfotogramadigital.blogspot.com/2010/08/simonal-ninguem-sabe-o-duro-que-dei.html Wilson Simonal foi o primeiro - e o maior - show-men que o Brasil já produziu. Um comunicador nato, capaz de comandar o público com enorme competência, dono de um carisma gigantesco, e ainda a frente de seu tempo ao ser garoto propaganda da Shell e de criar um bonequinho - O Mug - que preconizou os produtos licenciados ligados a artistas. Um fenômeno. O que o documentário do trio Cláudio Manoel (aquele mesmo do Casseta e Planeta), Micael Langer e Calvito Leal diz, é que Simonal além de todos os predicados acima descritos era um homem deslumbrado pela fama, dinheiro e "poder" e sem preparo mental para lidar com as adversidades que a vida apronta e que por sua ingenuidade foi "morto" e condenado ao vácuo eterno do ostracismo. O documentário faz uma curiosa análise do sucesso - que pessoalmente concordo totalmente. Quem faz muito sucesso tende a ser julgado pela imprensa e os "entendidos" da época como cidadão de segunda classe ou sem talento. Anos depois, quando os fãs viram os produtores de cultura existe uma óbvia redescoberta e legitimação desses "anjos caídos". Simonal (o filme) é um exemplo claro disso. Simonal (o artista) foi esquecido pelo grande público, assim como sua história e os motivos para que o ostracismo o pegasse pelos calcanhares. O documentário além de tentar trazer luz para o artista Simonal, tenta mostrar a um público novo o que de fato fez com que o artista fosse relegado ao esquecimento quase total. E nessa tentativa é claro que o documentário tenta concluir alguma coisa. De cara ele coloca no mesmo nível a direita brasileira - responsável pela ditadura militar - e a esquerda - segundo o documentário tão irracional quanto os militares. Uma postura ousada em meio ao politicamente correto que vivemos, onde nada pode ser contestado, ainda mais um conceito tão arraigado nos meios culturais e políticos do Brasil. Isso é um mérito, já que discussões sobre esse assunto são raros no país. Sobre Simonal, o documentário mostra como de herói ele passou a ser o "vilão" para a esquerda política: aquele que denunciou, que vendeu os "companheiros". Segundo o filme a ingenuidade, medo, arrogância e falta de tato foram os motivos para a perseguição artística que Wilson Simonal sofreu. O documentário vai além e critica a tendência da imprensa e do homem a agir por impulso, apontando dedos e julgando a tudo e todos sem uma condenação real do acusado. A imprensa e a mídia fazem o papel - que a sociedade outorgou - de baluartes guardiões da moral vigente. Porém, apesar de criticar de forma direta os ditos acusadores do cantor, o documentário não foge da discussão e não tenta camuflar os atos do personagem. Vai atrás do outro lado da história e ouve com total isenção deixando ao espectador a opção de optar pelo que acredita. A direção do trio tem ritmo, entrelaçando os diversos assuntos com fluidez, não causando desconforto a quem assiste. Genial no momento em que insere uma pérola perdida, do cantor entoando uma canção inteligente contra o racismo no auge de sua popularidade. Outro detalhe interessante é que apesar de ter - aqui e ali - momentos de seriedade e assuntos fortes e complicados, o documentário não deixa de apresentar o bom humor e a sensação de feel good que cobre o filme por quase sua totalidade. Na onda das modernidades que fazem parte da composição visual dos documentários mais recentes, o filme também usa dos grafismos - no caso no estilo pop-art, o que combina com a época retratada - e mesmo quando a seriedade na parte final do longa é o "alvo", as inserções permanecem, dessa vez como coral de vozes, recortes de jornal que ilustram os fatos apresentados. Apesar de óbvio e até certo ponto clichê, funciona muito bem para a proposta do filme. A idéia do filme parece ser a de uma retratação pública de uma classe - artística - frente a um de seus mais importantes expoentes. Ao mesmo tempo em que serve como apresentação para as gerações mais novas desse artista importante para a história da música no país chamado Wilson Simonal.
Laifi © 2011-2019 Idioma: Português (BR) | Sobre o Laifi | Termos de uso | Política de privacidade | Ajuda