Tipos de Vinhos
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28 de Julho de 2011
 
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Vinhos Espanhóis - A Espanha, detentora da maior área cultivada em vinhedos no planeta é, sem dúvida, um país de grande tradição vinícola e possui inúmeros vinhos de alta qualidade. Desconhecê-los é ignorar uma importante parte do maravilhoso mundo do vinho. É Impossível pensarmos nos vinhos espanhóis sem considerarmos a diversidade desses vinhos e sua história. A queda da ditadura de Franco fez um bem enorme para a indústria do vinho. De leves brancos, a robustos vinhos fortificados, a Espanha é um país produtor que possuí maior área cultivada de vinhedos se comparada à Itália ou França. No entanto, produz uma menor quantidade de vinho devido ao clima. Os produtores do Sul do país, principalmente de La Mancha, sabem bem o que um clima írido significa pra os vinhedos. Extensas íreas de cultivo possuem vinhas plantadas a uma distância maior do que o normal entre uma e outra, devido, aos verões extremamente quentes, secos e dos rigorosos invernos. Esta é uma das razões para os controversos números, quando consideramos área cultivada versus produção anual. Aqui são apresentadas D.O.s agrupadas nas regiões Nordeste, Noroeste, Centro, Sudeste, Sudoeste e Ilhas Canárias, com seus principais vinhos e uvas utilizadas na sua elaboração. Os vinhos espanhóis estão classificados em três níveis de qualidade, a saber: Vino de mesa - vinho inferior, cuja produção pode ser feita em qualquer região do país, e que não se enquadra na categoria Denominación de Origen (D.O.). Vino de la Tierra - vinho de mesa um pouco mais diferenciado, produzido em região vinícola tradicional do país (Andalucía, Castilla-La Mancha, etc.), e que não se enquadra na categoria D.O. Vino de Denominación de Origen (D.O.) - vinho de qualidade, produzido em região delimitada e sujeito a severas regras que regulam as características do solo, os tipos de uvas utilizadas, o método de vinificação, o teor alcoólico, o tempo de envelhecimento, etc. equivale a AOC francesa e à DOC italiana. Outras categorias Existem categorias baseadas no tempo de envelhecimento dos vinhos que foram utilizadas inicialmente pela região de Rioja, e são adotadas na maioria das D.O.s, a saber: Vino joven ou Vino Sin Crianza ou Vino del Año - Vinho jovem, um pouco envelhecido, mas não o suficiente para ser considerado "crianza". Vino de Crianza - Vinho (tinto, branco ou rosé) de melhor qualidade, envelhecido pelo tempo mínimo de 2 anos, dos quais pelo menos 12 meses em barril de carvalho para os vinhos tintos e 6 meses em barril de carvalho para os brancos e rosados. Vino Reserva - Vinho superior feito nas melhores safras. Os tintos devem ser envelhecidos pelo tempo mínimo de 3 anos, dos quais pelo menos 1 ano em barril de carvalho, enquanto os brancos e rosés podem envelhecer apenas 2 anos, dos quais 6 meses em carvalho. Vino Gran Reserva - Vinho superior feito nas safras excepcionais. Os tintos devem envelhecer pelo tempo mínimo de 5 anos, dos quais pelo menos 2 anos em barril de carvalho. Os vinhos brancos e rosés podem envelhecer apenas 4 anos, dos quais 6 meses em carvalho. Existem ainda outras categorias, tais como: Vino de aguja - vinho branco frisante Vino de licor (generoso) - vinho doce, de sobremesa, fortificado (que sofre adição de aguardente vínica) Vino dulce natural - vinho doce não fortificado também ideal para a sobremesa Vino gasificado - vinho tranqüilo (não espumante) elaborado mediante a adição de gás (CO2) Regiões vinícolas CENTRO Esta região situa-se no platô centro-sul do país, nas vizinhanças da cidade de Madrid e compreende as seguintes D.O.s: La Mancha, Méntrida, Mondéjar, Valdepeñas e Vinos de Madrid. La Mancha Esta D.O. é a mais extensa região vinícola do mundo (170 mil hectares) e situa-se ao sul de Madrid, entre as cidades de Toledo e Albacete. Produz vinhos simples, ligeiros e de bom frescor, tanto brancos como tintos varietais e rosés. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Airén, Mabaceo, Pardillo e Verdoncho Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cencíbel, Garnacha e Moravia Méntrida Situa-se entre as cidades de Madrid, Toledo e Ávila e possui vinhos rosés frutados e tintos jovens, potentes e encorpados, feitos principalmente à base de Garnacha. Uvas permitidas: Uvas Tintas: Garnacha, Tinto Basto (Tinto de Madrid ou Tempranillo) e Cencíbel Mondéjar É a mais nova D.O. (1996) e fica a sudoeste e próxima à cidade de Guadalajara, ao norte de Madrid. Seus vinhos são tintos de médio corpo e brancos ligeiros. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Macabeo, Malvar e Torrontés Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon e Cencíbel (Tempranillo) Valdepeñas Fica próxima às D.O.s Méntrida e La Mancha ao sul da cidade de Toledo e seus vinhos principais são tintos de qualidade, jovens e de crianza, e brancos ligeiros à base de Aíren. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Airén e Macabeo Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cencíbel (Tempranillo) e Garnacha Vinos de Madrid Situa-se nos arredores de Madrid e seus vinhos mais importantes são tintos robustos, um pouco rústicos, elaborados com Tempranillo e Garnacha, brancos saborosos feitos com Malvar e rosés potentes e frutados à base de Garnacha. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Airén, Albillo, Malvar, Parellada, Torrontés e Viura Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Garnacha, Merlot e Tempranillo (Tinto Fino ou Cencíbel) NORDESTE Engloba as províncias do País Basco e da Cataluña e está inscrita no polígono formado pelas cidades de San Sebastian, ao norte, Zaragoza, ao sul, Logroño, a oeste, e Gerona a leste. Nessa área estão localizadas dezoito regiões D.O.: Alella, Bizkaiko-Txakolina (ou Txacoli de Vizcaya), Calatayud, Campo de Borja, Cariñena, Cava, Conca de Barberá, Costers del Segre, Empordà-Costa Brava, Getariako-Txakolina (ou Txacoli de Guetaria), Navarra, Penedés, Pla de Bages, Priorat, Rioja, Somontano, Tarragona e Terra Alta. Alella Está logo acima de Barcelona nas colinas ao longo do litoral mediterrâneo. Produz, principalmente, vinhos brancos aromáticos, secos ou suaves. Possui também rosés saborosos e tintos frutados, especialmente os varietais à base de Merlot. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Garnacha Blanca, Pansá Blanca, Pansá Rosada e Xarel-lo Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Garnacha, Garnacha Peluda, Merlot e Ull de Llebre (Tempranillo) Bizkaiko-Txakolina (Txacoli De Vizcaya) Situada no extremo norte, no coração do País Basco, entre as cidades de Vitoria, a capital, e Bilbao. Esta pequena D.O. faz, principalmente, os conhecidos txakoli brancos de qualidade e, também, um pouco de rosés e tintos ligeiros. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Hondarrabi Zuri e Folle Blanche Uva Tinta: Hondarribi Beltza Calatayud Localiza-se na província de Aragon perto de Zaragoza. Produz, principalmente, vinhos rosés de qualidade da uva Garnacha, com bela cor, frescos e ligeiros, bem como tintos típicos da mesma variedade. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Macabeo, Malvasía, Moscatel Blanco e Garnacha Blanca Uvas Tintas: Garnacha, Mazuela, Monastrell e Tempranillo Campo de Borja Vizinha de Calatayud está entre as cidades de Zaragoza e Logroño. Aqui os vinhos mais importantes são os tintos de qualidade feitos com a uva Garnacha, semelhantes aos vinhos de Cariñena, região vizinha. Há também rosés de Garnacha e alguns brancos. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Macabeo (Viura) e Moscatel Romano Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cencibel (Tempranillo), Garnacha e Mazuela Cariñena Vizinha de Campo de Borja no centro-norte, ao sul de Zaragoza e produz tintos robustos, bons rosés, brancos e fortificados (vinos de licor). Uvas permitidas: Uvas Brancas: Garnacha Blanca, Macabeo (Viura), Moscatel Romano e Parellada Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cencibel (Tempranillo), Garnacha, Juan Ináñez, Mazuela e Monsatrell Cava Esta D.O. é exclusiva dos melhores vinhos espumantes espanhóis de qualidade. Ela engloba várias áreas no noroeste do país, de Rioja, a oeste de Gerona, ao sul de Valencia, mas a maior parte da produção (99%) vem da região da Cataluña no município de San Sadurní d'Anoia, próximo a Barcelona e a Villafranca de Penedés. Como os outros vinhos espumantes existentes no mundo, as Cavas foram inspiradas no Champagne francês e muitas delas são feitas pelo método "tradicional" ou "champenoise", o mesmo utilizado na elaboração dos Champagnes franceses, com os quais muitas Cavas equivalem-se em qualidade. As Cavas apresentam versões diferentes, conforme o seu grau de açúcar, podendo classificar-se em: - Extra-Brut ou Brut-Nature (até 6 g de açúcar / litro) - Brut (até 15 g / litro) - Extra-seco (12 a 20 g / litro) - Seco (17 a 35 g / litro) - Semi-seco (33 a 50 g / litro) - Dulce (superior a 50 g / litro). Com relação à sua elaboração, as Cavas podem ser produzidas por três diferentes métodos: 1. Cava ou método tradicional - é idêntico ao método Champenoise, original francês, onde o vinho sofre uma segunda fermentação na garrafa com formação de bolhas. 2. De Transferência - difere do anterior pelo fato de que no fim do processo o espumante é transferido para uma nova garrafa. 3. Granvás - equivale ao método francês Charmat, onde o vinho sofre a segunda fermentação em grandes tanques de aço inox pressurizados. Além das Cavas, a Espanha produz um outro tipo de vinhos espumantes que não devem ser com elas confundidos, pois se tratam de vinhos de qualidade inferior, baratos, que pertencem à categoria vino gasificado e são elaborados mediante a adição do gás CO2 em vinho tranqüilo. Como os Champagnes, as Cavas são espumantes finos e adequados para serem apreciados puros ou acompanhando os mais diferentes tipos de alimentos, do aperitivo (os tipos secos) à sobremesa (os tipos doces). Uvas permitidas: Uvas Brancas: Chardonnay, Macabeo (Viura), Malvasía Riojana (Subirat), Parellada e Xarel-lo Uvas Tintas: Garnacha e Monsatrell Costers del Segre Está alojada aos pés dos Pirineus, na região da Catatuña, entre Lleida, Tarragona e Barcelona. Produz vinhos brancos, tintos e cavas de qualidade, que são muito semelhantes aos vinhos de Penedés, D.O. vizinha e mais famosa. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Chardonnay, Garnacha Blanca, Macabeo, Parellada e Xarel-lo Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Garnacha, Mazuela (Cariñena), Merlot, Monastrell, Trepat e Ull de Llebre (Tempranillo) Empordá-Costa Brava Situa-se no ponto extremo do nordeste do Mediterrâneo nos Pirineus, fazendo fronteira com a França, perto da cidade de Girona. Os vinhos mais importantes são o Garnatxa d'Empordà, um vinho doce natural, e os rosés frutados, refrescantes e de bela cor, mas produz também tinto de médio corpo. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Chardonnay, Garnacha Blanca e Macabeo Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cariñena, Garnacha, Merlot e Ull de Llebre (Tempranillo) Getariako-Txakolina (Txacoli De Guetaria) Está na costa norte, perto da cidade de San Sebastian, na fronteira com a França. Seu principal vinho é o Txakoli de Getaria, branco de qualidade, elaborado com a uva Hondarrabi Zuri. Uvas permitidas: Uva Branca: Hondarrabi Zuri Uva Tinta: Hondarribi Beltza Navarra Região vizinha de Rioja ocupa a região centro-norte, entre as cidades de Vitória, Logroño e Pamplona. É famosa pelos seus bons rosés de Garnacha, mas possui também bons vinhos brancos, alguns fermentados em barrica, e tintos de Garnacha palatáveis. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Viura, Moscatel, Chardonnay e Malvasía Uvas Tintas: Garnacha, Tempranillo, Merlot, Cabernet Sauvignon e Graciano Penedés Situada na costa nordeste do mediterrâneo, entre Barcelona e Tarragona, forma, junto com Rioja, Ribera del Duero, Jeréz e Priorat, o grupo de elite das D.O.s espanholas. Produz tintos macios de qualidade de uvas nativas e estrangeiras com destaque para a Cabernet Sauvignon. Os brancos são leves e frescos para consumo rápido, mas faz também muitos Chardonnay fermentados em barrica mais estruturados. Produz também bons rosés frutados, muitos dos quais de boa qualidade, competindo com os de Navarra. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Chardonnay, Macabeo, Xarel-lo, Parellada e Subirat Parent Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cariñena, Garnacha, Merlot, Monastrell, Pinot Noir, Samsó e Ull de Llebre (Tempranillo) Pla de Bages Localiza-se na comarca de Bages, ao norte de Barcelona e próxima às cidades de Manresa e Lleida. Seus vinhos assemelham-se aos da vizinha D.O. Penedés. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Chardonnay, Macabeo, Parellada e Picapoll (Autóctone) Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Garnacha, Merlot e Ull De Llebre (Tempranillo) Priorato Vizinha das duas D.O. anteriores situa-se também na Costa do Mediterrâneo, entre Barcelona e Tarragona. É a D.O. que mais se tem destacado, sobretudo pela alta qualidade de seus vinhos tintos. Robustos, elegantes, com aromas complexos e grandes caráter e estrutura na boca, esses vinhos têm recebido grande consagração dos conhecedores de todo o mundo. Além dos belos tintos, produz bons brancos e rosés razoáveis. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Garnacha Blanca, Macabeo e Pedro Ximénez Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Cariñena, Garnacha Tinta, Garnacha Peluda e Mazuela Rioja Localizada no norte, compreende a região do vale do rio Ebro, entre as cidades de Haro, a oeste, Logroño, no centro e Altaro, a leste, e está próxima de Vitoria, a capital do País Basco. Divide-se nas seguintes sub-regiões: Rioja Alta, a oeste, entre Haro a Logroño; Rioja Alavesa, pequena sub-região ao norte da anterior; Rioja Baja, a leste, entre Logroño e Altaro. Rioja foi a primeira região vinícola a projetar os vinhos espanhóis no mercado mundial e possui a maior produção do país, produzindo cerca de trezentos e cinqüenta milhões de quilos de uvas e quase duzentos milhões de litros de vinho! Foi também a primeira região a adotar as tipificações Crianza, Reserva e Gran Reserva, hoje adotadas na maioria das regiões. Recentemente passou a ter a denominação mais diferenciada D.O. Calificada, para a qual todos os vinhos devem ser engarrafados no distrito de Rioja. Produz essencialmente tintos de qualidade, encorpados e leves (Claretes) e pequenas quantidades de brancos e rosés. Alguns tintos envelhecidos (Crianza, Reserva e Gran Reserva), particularmente os Marqueses (Marqués de Riscal, Marqués de Arienzo, Marqués de Murrieta, etc) são muito conhecidos e, juntamente com outros vinhos da Rioja pertencem à elite dos vinhos espanhóis. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Garnacha Blanca, Malvasía e Riojana Viura Uvas Tintas: Garnacha, Graciano, Mazuelo e Tempranillo Somontano Situada parte central dos Pirineus, nos arredores da cidade de Huesca próxima a Zaragoza, esta D.O. apresenta tintos bem estruturados, brancos de qualidade e rosés agradáveis. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Alcañon, Chardonnay, Garnacha Blanca, Gewürztraminer e Macabeo Uvas Tintas: Cabernet Sauvignon, Garnacha Tinta, Merlot, Moristel, Parraleta, e Tempranillo Tarragona Vizinha da D.O. Penedés, na costa mediterrânea, em torno da cidade de mesmo nome, esta D.O. produz, além do Tarragona clássico licoroso, tintos potentes e brancos e rosés ligeiros. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Garnacha Blanca, Mabaceo, Parellada e Xarel-lo Uvas Tintas: Garnacha, Mazuela e Ull de Llebre (Tempranillo) Terra Alta Vizinha da D.O. anterior, no nordeste espanhol, Terra Alta elabora principalmente brancos de razoável complexidade. Além disso, produz também tintos encorpados, rosés ligeiros e alguns vinhos fortificados. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Garnacha Blanca, Macabeo e Parellada Uvas Tintas: Cariñena, Garnacha Negra, Garnacha Peluda, Mazuela e Ull de Llebre (Tempranillo) NOROESTE Essa região situa-se próxima à fronteira com Portugal, estendendo-se da cidade de La Coruña, ao norte, até Valladolid ao sul, e compreende as seguintes D.O.s: Bierzo, Cigales, Monterrey, Rias Baixas, Ribeira Sacra, Ribeiro, Rueda, Ribeira del Duero, Toro e Valdeorras. Bierzo Aloja-se na Galicia, no noroeste do país, em área montanhosa entre as cidades de Leon e Lugo. Faz tintos de qualidade à base de Mencía (um clone de Cabernet Franc), e brancos e rosés razoáveis. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Doña Blanca, Godello, Malvasía e Palomino Uvas Tintas: Garnacha, Mencía e Tintorera Cigales Localiza-se em uma zona entre Valladolid e Palencia e destaca-se por seus vinhos rosés pálidos da cor da pele de cebola, frescos e frutados, embora produza tintos apenas corretos. Uvas permitidas: Uvas Brancas: Albillo, Verdejo, e Viura Uvas Tintas: Garnacha e Tinto del País (Tempranillo) Jerez É uma das mais famosas regiões vinícolas da Espanha, situada ao sul de Sevilla, mais precisamente próxima da costa atlântica, nas cercanias das cidades de Jerez de la Frontera, San Lúcar de Barrameda e El Puerto de Santa María, próximas a Cadiz. O método de elaboração O Jerez, como o vinho do Porto, é um vinho fortificado, isto é, que recebe a adição de aguardente vínica, tornando-se mais alcoólico e "mais forte". No Porto a aguardente é adicionada durante a fermentação, interrompendo-a e originando um vinho doce, enquanto no Jerez ela é adicionada após a fermentação ser concluída, dando um vinho seco. O aroma e gosto especiais e únicos do Jerez se devem à uva, ao método de elaboração específico e ao envelhecimento pelo sistema de “solera” que comentaremos mais à frente. O Jerez sempre é um corte (mistura) de vinhos de vários anos diferentes e não de uma só safra. O envelhecimento O Jerez é envelhecido pelo sistema original: o sistema Solera, onde são utilizados barris de carvalho americano, denominados botas, com capacidade para 600 litros, cheios até 5/6 de sua capacidade. Enquanto em outras regiões vinícolas os barris são hermeticamente fechados, em Jerez eles são abertos para permitir que o vinho seja airado pela brisa do sudoeste. Terminada a fermentação alcoólica e esgotados os açúcares do mosto, as leveduras sobem até a superfície e formam uma película, o velo de flor (véu de flor) ou simplesmente flor de Jerez. Esses microorganismos permanecem na superfície do vinho, e aí, na presença do oxigênio do ar, transformam alguns componentes do vinho. Esse processo de intensa e contínua ação metabólica das leveduras da flor denomina-se crianza biológica e, na realidade, é um envelhecimento biológico do vinho, e confere as características organolépticas (sensoriais) únicas do Jerez. As botas são colocadas em, pelo menos, três fileiras superpostas. A primeira, a solera, colocada no chão, contém o vinho mais velho pronto para ser engarrafado e as que estão sobre ela denominam-se criaderas. A quantidade de vinho que é retirada da solera é reposta com o vinho da fileira logo acima, a primeira criadera, que por sua vez é completada com o vinho da fileira superior, a segunda criadera e assim por diante, até a criadera superior (mais jovem) que é preenchida com o vinho mais novo daquele ano. Todos os tipos de Jerez (ver abaixo) precisam envelhecer por pelo menos três anos e este é o mínimo para os Finos e os Manzanillas. Os Amontillados são envelhecidos por, no mínimo, cinco anos e os Olorosos sete anos. Os diferentes tipos Existem oito tipos principais de Jerez, a saber: Fino - é pálido da cor da palha, seco, com um aroma delicado de torrefação e de nozes, seco e leve no paladar e envelhecido sob a "flor". Deve ser servido ligeiramente gelado. Manzanilla - é um Fino muito seco, exclusivo das bodegas de Sanlúcar de Barrameda, onde é envelhecido sob a "flor". Possui as características do Fino, acrescidas de aroma e gosto da brisa marítima que existe nas bodegas de Sanlúcar. Também deve ser servido ligeiramente gelado. Amontillado - tem cor âmbar, é seco, envelhecido e tem aroma de nozes, porém mais intenso e mais fresco do que os dois anteriores. Na boca é mais macio e encorpado. Oloroso – seco, às vezes doce, envelhecido, encorpado, da cor âmbar do mogno e, como o seu nome sugere, seus aromas são fragrantes e intensos e lembram também a nozes. Palo Cortado – seco, envelhecido, muito pouco produzido. Pale Cream - de cor de palha bem pálida e com aromas de torrefação é macio e doce no paladar. Pedro Ximenez – doce produzido por poucas vinícolas, equivale ao tipo anterior. Cream - é um Oloroso muito doce feito com a uva Pedro Ximenez. Tem cor de mogno bem escuro e aromas de torrefação intensos e delicados. No palato é bem doce, redondo, aveludado e bem encorpado. Fontes: http://www.casadoportovinhos.com.br/vinhos-espanhois.aspx http://www.e-vinho.com.br/pais.php?pais=Espanha&continente=Europa
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