Tipos de Vinhos
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28 de Julho de 2011
 
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Vinhos Alemães - O vinho tem sido amado e cultivado ha séculos na Alemanha, desde o tempo dos Romanos, quando o escritor Ausone de Bordeaux descreveu os belos vinhedos nas encostas do rio Mosel. Desde a ascensão da igreja cristã, a videira tem um papel intimamente ligado à história religiosa, e o cultivo nas regiões do Rhein, Neckar, Mosel, Saar e nos vales de Ruwer são bem documentados. O grande administrador Charlemagne apoiou diretamente a produção, com projetos de plantio e também dando incentivo às ordens dos monastérios que usavam o vinho para cerimônia e para uso diário. Estas ordens enfatizaram a devoção e o serviço pessoais, e seu trabalho foi decisivo para o plantio e manutenção do baixo rendimento dos vinhedos alemães durante séculos. Algumas destas organizações monásticas estão ativas até os dias de hoje, notavelmente Schloss Johannisberg e a abadia cisterciense de Kloster Eberbach, conhecida como o centro tradicional da indústria de vinho na Alemanha. Clima e Cultivo Os mais finos vinhedos germânicos estão localizados em ladeiras íngremes ao sudeste, contemplando os vales de rios, particularmente aqueles dos Rios Rhein, Neckar, Main, Nahe, Ahr e Mosel, onde a presença de água e bolsas de ar quente criadas pelas torrentes de movimentos sinuosos moderam a possibilidade de geadas. Não obstante, onde vinhedos são praticamente plantados em planícies e gentis encostas, as acomodações também devem ser feitas considerando variedades e manejo. O clima frio da Alemanha é o desafio mais difícil. O problema básico da produção de vinho germânica é a variação climática, que pode ser totalmente extrema de uma encosta para outra e é absorvida com grande sensibilidade pelas uvas, fazendo da luminosidade e do infortúnio possibilidades muito reais em cada uma das safras. Usualmente não há horas suficientes de luz solar para garantir o amadurecimento, tornando a produção de vinho um empreendimento em contínuo risco. Os solos variam tremendamente, da ardósia decomposta das montanhas à argila das planícies. Toda a exposição, geada, ventos frios e altitude elevada afetam a viabilidade de muitas localizações. A média dos vinhedos em propriedades rurais germânicas é muito pequena (inferior a 2 acres), e a maioria dos mais famosos vinhedos têm dúzias de proprietários com facilidades, orçamentos e filosofias vastamente diferenciadas. Com os íngremes declives e pequenas estações de crescimento, as uvas tendem a amadurecer em desigualdade e a colheita será escassa logo no começo da estação para assegurar o bom amadurecimento das uvas remanescentes. As belas vinhas devem ser manualmente colhidas e com bastante freqüência, mas o profissional especializado para este tipo de trabalho é bem caro e os métodos mecânicos são preferenciais em vinhedos de planície e de declives. As Variedades É uma benção para os consumidores o fato de que os produtores alemães sempre indiquem uma boa variedade de informações em seus rótulos, porque está é uma das melhores e mais fáceis indicações sobre o que esperar do vinho que está em determinada garrafa. Se a informação for apresentada, ela deverá conter no mínimo 85% do conteúdo. Vinhos Brancos Do número indeterminado de variedades germânicas, a grande maioria é de vinhos brancos. O mais fino é o Riesling, de longe o mais típico entre os ilustres vinhos. Esta variedade é intensamente sensível ao solo e às características climáticas, e muitos especialistas sentem que isso produz os maiores vinhos brancos do mundo. Todas as áreas de cultivo de Rhein são predominantemente Riesling – elegantes, de vida longa e encorpados em Baden, e conhecidos pela característica defumada na região de Rheinhessen. Infelizmente a variedade Riesling não é de fácil crescimento. Ela tem uma estação de crescimento relativamente longa e muitas áreas de vinhedos alemães são vítimas de geadas antecipadas e/ou tardias. Para lutar com este perigo, um grande número de híbridas foram desenvolvidas, notavelmente Müller-Thurgau, da qual recente pesquisa genética determinou ser o resultado do cruzamento entre Riesling e Gutedel, (melhor que Riesling e Sylvaner, como era regularmente acreditado). Desenvolvida no século XIX, ela produz os menos notáveis vinhos com algum sabor da qualidade Riesling, mas é muito mais fértil e mais fidedigna. Por volta de 1990, a Müller-Thurgau contabilizou 45% das plantações de vinhas germânicas, a maioria dos vinhos para a massa do mercado de exportações. Entre todas as regiões vinícolas da Alemanha, 85% dos vinhedos são plantados com Riesling e suas híbridas. Além de Müller-Thurgau, estas híbridas também incluem a Rieslaner, uma uva relativamente exigente com potencial para a forte característica Riesling, e Scheurebe, a qual pode ser usada para ambas qualidades de vinhos secos e doces. Ambas são cruzamentos entre Riesling e Sylvaner. Com uma vinificação atenciosa, Scheurebe pode produzir vinhos de alta qualidade com um aroma agradável de grapefruit e de groselha vermelha, especialmente em Rheinpfalz. As áreas em hectare da histórica variedade Sylvaner têm se tornado cada vez menores nos últimos anos. Esta minimamente aromática uva branca produz um destacado vinho branco em Franken – suave, mineral e encorpado, com sabor de maçã fresca e cítrica, e um final vigoroso. Não costuma ser vinificada com mais açúcar que a Auslese, e apresenta alguma similaridade com a excelente Chablis quando cultivada em solo de pedra calcária. A Sylvaner é também uma especialidade de Rheinhessen, onde se produz uma variedade leve e suave e, também misturada em vinhos a granel. A rica e forte Traminer (Gewürztraminer) expressa seu melhor estilo florido em Baden e Pfalz, onde o melhor grau de acidez modifica sua exuberância. A germânica Grauburgunder (Ruländer ou Pinot Gris) produz tanto vinhos secos quanto doces. A versão seca tem um toque adocicado com mel, frutas fortes, aroma de terra e se dá melhor ao sudeste de Rhein ao redor de Baden e Pfalz, onde às vezes ela é amadurecida em tonéis de carvalho. As versões adocicadas são menos aromáticas, mas permanecem cheias de ricos sabores. A Weissburgunder (Pinot Blanc) produz vinhos secos e estruturados na Alemanha, com aroma de melão e pêras. É também em alguns casos, amadurecida em carvalho em Baden e Pfalz, onde o moderno estilo seco é bastante prestigiado. Outras qualidades brancas incluem Kerner, Huxelrebe, Chardonnay, Muskateller (Muscat), Elbling, Ehrenfelser, Faberrebe, Gutedel, Siegerrebe, Bacchus, e Ortega. Vinhos Tintos A Alemanha tem sido uma região vinícola produtora de vinhos brancos por centenas de anos, e não cultiva muitas uvas tintas. Tradicionalmente estas poucas uvas tintas eram tratadas quase que como uma variedade das brancas, e os vinhos tendiam a ser levemente doces e com uma cor muito suave, mas recentemente o público alemão começou a querer vinhos secos tintos no jantar, mais ao estilo francês. Os vinhos tintos mais prestigiados são feitos a partir da Spätburgunder (Pinot Noir), particularmente aqueles de Rheingau, Pfalz, e Baden. Algumas versões ainda são doces e viçosas, mas as melhores são feitas de Spätlese ou Auslese no estilo dos Bourgogne, com amadurecimento em carvalho, alta extração e níveis de envelhecimento. Estes vinhos são muito famosos e podem ser altamente taxados; alguns são realmente bons, mas muitos produtores ainda estão trabalhando fora do estilo. Outras uvas tintas incluem a Portugieser, Trollinger, Dornfelder, Schwarzriesling (Müllerrebe/Meunier), e Lemberger (Blaufränkischer). As Classificações No empenho de produzir uvas saudáveis em um ambiente de crescimento marginal, as regulamentações de vinho da Alemanha têm se posicionado entre as mais rigorosas do mundo, e seus rótulos são mais específicos e contêm mais informações. A Lei do Vinho de 1971 manteve as regulamentações da Alemanha em linha com outros países europeus, e comprometeu-se a elucidar a complicada história pela abolição de muitas designações históricas, com resultados vantajosos. Atualmente, os vinhedos alemães são classificados dentro de várias categorias, as mais amplas delas são as regiões de cultivo de uvas (Anbaugebiete) (veja em áreas): Ahr, Mittelrhein, Mosel-Saar-Ruwer, Rheingau, Nahe, Rheinhessen, Franken, Hessische Bergstrasse, Rheinpfalz, Wurttemberg, Baden, Sachsberg, e Saale-Unstrut. Na mais baixa escala de qualidade, cada região vinícola é divida em amplos grupos regionais chamados de Bereich, e dentro do grupo Bereich, divididos em Grosslagen, que são pequenas vilas ou grupos regionais que teoricamente possuem atributos em comum. Em minoria, a mais alta categoria potencial é a Einzellagen, ou vinícolas únicas, indicadas no rótulo da garrafa por vilarejo e vinhedo, por exemplo, Erdener Prälat, que vem do vilarejo de Erden e do vinhedo Prälat. Os vinhos são classificados dentro das seguintes categorias: Tafelwein – vinho de mesa, vinho do dia-a-dia, sem maiores qualidades. Deutscher Tafelwein - subdivisão do Tafelwein indicando a produção do vinho na Alemanha, sem uvas importadas. Produzidos em oito regiões demarcadas. Landwein – produtor de vinhos básicos, sujeito a poucas regulamentações. Não pode ser doce e é obrigatoriamente um Trocken (seco) ou Halbtrocken (meio seco). Qualitätswein – equivalente ao Controle de Denominações da França para os padrões da União Européia. Estes vinhos suprem 95% das safras recentes, e por isso a designação não é tão exclusiva como aparenta ser. Eles são analisados por laboratórios sancionados pelo governo para falhas técnicas e precisões regionais, e determinam números de controle (AP) que aparecem nos rótulos; estes indicam o ano em que o vinho foi examinado e o número de vinhos autorizados por ano pelo seu produtor. E estas são suas sub-categorias: QBA (Qualitätswein bestimmter Anbaugebiete) - Qualidade de vinho de uma região específica. Tradicionalmente, estes têm sido os vinhos menos distintos, mas na atual tendência rumo aos vinhos de mesa mais secos, alguns produtores podem escolher esta categoria pela liberdade de experimentações que eles permitem (como por exemplo o amadurecimento em carvalho). O açúcar (chaptalização) costuma ser obrigatoriamente adicionado nesta categoria. QMP (Qualitätswein mit Prädikat) – estes são levemente mais distinguidos como vinhos certificados. Nesta escala, o vinho precisa ser enormemente doce, mas o vinho finalizado pode ser bem menos doce. Particularmente, dentro das categorias Spätlese (amadurecimento tardio) e Auslese (especialmente eleita), um alto nível de acidez – típico nos vinhos alemães – pode balancear um certo nível residual de açúcar, resultando em um seco balanceado ou um efeito de semi-seco. Nenhum açúcar adicional precisa ser acrescentado nesta categoria. Os vinhos QMP ou Predicados (Prädikat) são sub divididos dentro das seguintes categorias: Kabinett – equivale a um vinho reserva; tem esse nome, diz uma lenda, porque os melhores vinhos eram guardados em um gabinete. Spätlese - feito com uvas maduras, deixadas no pé além do tempo normal. A colheita tem de ser retardada em uma semana em relação ao início oficial da safra. Auslese - uvas selecionadas cuidadosamente. Vinhos normalmente mais doces, geralmente atacados pela Edelfaule (Botrytis cinerea), também conhecida como podridão nobre. Beerenauslese - vinhos superdoces, vinhos de sobremesa feitos com uvas atacadas pela Botrytis cinerea selecionadas uma a uma. Normalmente de teor alcoólico baixo. Trockenbeerenauslese – o vinho mais doce de todos feito com uvas atacadas pela Botrytis cinerea e posteriormente secas transformadas em passas. O mais alto nível dos vinhos brancos alemães. Eiswein – o mais raro de todos, produzido com uvas não atacadas pela Botrytis cinerea, colhidas congelas, durante o inverno. A temperatura precisa atingir os -8ºC (oito negativo) para congelar as uvas. Categorias Especiais Com início em setembro de 2000, duas novas designações para vinhos secos, Clássico e Selecionado, foram introduzidas para dispersar a confusão dos consumidores com os vinhos secos produzidos de categorias tradicionalmente doces, por exemplo: Spätlese e Auslese. O vinho Selecionado é um vinho de um único vinhedo. Também é feito de variedade tradicional da região, deve ser sempre seco a não ser que seja feito de Riesling, que é sujeita a uma fórmula específica que permite a acidez de no máximo de 12g por litro. Os rótulos Selecionados devem indicar o endereço da vinha e a região, a safra, o produtor e a variedade sem nenhuma descrição suplementar além de Selecionado. As uvas devem ser colhidas manualmente. Os vinhos Selecionados são sujeitos a avaliações independentes e devem ter, no mínimo, 12,2% de álcool. As Regiões AHR A maioria dos vinhos desta região é leve, feito de uvas tintas e usualmente de Spätburgunder (mais de 40%). São feitos tradicionalmente com seleção tardia e com padrões médios de doçura, mas de modo crescente poucos produtores estão apresentando amadurecimento em carvalho, ao exemplo do estilo da Bourgogne. A maioria dos vinhos é vinificada em adegas de cooperativas locais e são vendidos diretamente, especialmente aos visitantes. BADEN Esta área é geograficamente a mais extensa (se estende a 250 milhas da fronteira com Franken ao norte do Lago Constance – Bodensee - e com a Suíça ao sul). É também uma das regiões vinícolas mais quente e meridional, e a crescente luminosidade da região fornece aos vinhos um pouco mais de álcool do que no resto do país. A região de Baden abrange oito Bereich (distritos vinícolas). Ao norte da região, Rieslings crescem em solo de granito e são conhecidas por seu charme, delicadeza e ótima acidez. A Müller-Thurgau, Grauburgunder (Pinot Gris, também chamada de Ruländer), e Weissburgunder produzem vinhos brancos secos e doces como mel. A Spätburgunder (Pinot Noir) também amadurece bem nesta região, e pode ser produzida com cada uma das levemente doces uvas tintas, produzindo saborosos vinhos elegantes amadurecidos em carvalho. A vila de Durbach é especializada em ricos Traminers, das vinícolas em declives que contemplam do alto a cidade. A Müller-Thurgau e a Gutedel (Chasselas) surpreendentemente, também produzem interessantes vinhos em Baden. FRANKEN Esta área, cujo centro é a cidade de Würzburg, segue margeando o rio Main antes que ele se junte ao rio Rhein em Mainz. Tem verões curtos e muita geada, com poucas áreas de boas vinícolas isoladas e protegidas. A variedade de uva mais comum é a Müller-Thurgau, que é de qualidade razoável, ainda que existam muitas outras. As inconfundíveis e tradicionais garrafas Franken (Bocksbeutel) são usadas para vinhos secos. O melhor vinho da região é feito de Sylvaner. Eles não são muito aromáticos, mas doces como mel e objetivos no aroma. HESSISCHE BERGSTRASSE Esta é uma das menores regiões vinícolas da Alemanha, com apenas 964 acres de vinhedos. A uva principal é a Riesling, com mais de 50% da área vinícola; se parece com Rheingau em seus melhores exemplos. Mais da metade dos vinhos são secos, mas os 94 acres das propriedades rurais vinícolas de Hesse são bem respeitados por seus Eiswein. Quase dois terços dos 900 cultivadores processam seus vinhos em adegas de simples cooperativas. O elegante vinho Hessische Bergstrasse é raramente exportado e a maioria é vendida localmente. MITTELRHEIN Esta é uma pequena região, com a fantástica atmosfera de castelo dos contos de fada tão típicos na velha Alemanha. Em quase todas as vinícolas de declives, com extensões cobertas de ardósia (75%) são plantadas Riesling, e a maioria tem vista para o rio Rhein. Os vinhedos Mittelrhein estão encolhendo gradualmente sob a pressão da população, ambas do norte e do sul, e o vinho não está sendo muito exportado; a maioria é vendida ou consumida localmente. A região de Mittelrhein produz Rieslings concentradas com uma fina estrutura ácida, com no mínimo um quarto da safra de vinhos secos (trocken ou halbtrocken). A Müller-Thurgau de vinhas de baixo rendimento, geralmente têm aqui, mais caráter e concentração do que em outras áreas. MOSEL-SAAR-RUWER Esta é a região vinícola mais bem conhecida na Alemanha. A antiga região de produção de vinho – Mosel – abasteceu a poderosa cidade romana de Trier, e desde então a região nunca esteve desabastecida. Os vinhedos foram plantados em ambos os lados e ao longo da extensão do rio Mosel, ainda que como sempre os quentes declives do Sul são mais favorecidos. A área abrange cinco Bereichs, com mais da metade de toda a produção de vinho vendida sob as nominações Grosslage. Há aproximadamente 60 Einzellagen de extremo mérito, dentre eles mais da metade está no Bereich Bernkastel. Os fabulosos vinhos desta região vêm engarrafados em excelentes unidades menores. O centro de Mosel cultiva as mais elegantes uvas, e todos os seus melhores vinhos são Riesling. Em todos os vinhedos em declives daqui são espalhadas ardósias apodrecidas, que ajudam a conservar e a refletir o calor do sol. Muitos vinhos brancos duradouros, Mosel Riesling são produzidos em estilos tradicionais, do meio seco a meio doce. Para os vinhos a granel, há grandes quantidades de Müller-Thurgau plantados nas planícies, que são solos mais férteis. A região Mosel também tem algumas plantações remanescentes das antigas vinhas romanas Elbling, que produz vinhos leves e simplesmente refrescantes com um pouco do caráter local. Adegas cooperativas não são muito importantes aqui, visto que elas vinificam quase que somente 20% da colheita. A maioria dos vinhos é engarrafada por propriedades rurais individuais (30%) e por comerciantes de vinhos (50%). Desde que os comerciantes de vinhos passaram a negociar com as maiores redes de supermercados da Alemanha e também a exportar uma grande quantidade de vinho, eles têm forte influência sobre os vinhos que acabam sendo oferecidos no mercado; os simples vinhos QBA são freqüentemente cultivados em excesso e o fino caráter local acaba sendo perdido ou diluído. De fato a respeitável região Mosel produz uma enorme quantia de vinhos usuais e pequenas quantias de ótimos vinhos, mas muito pouca quantia de vinhos de médio nível. O vale do rio Saar, cujo severo clima proporciona Riesling para Sekt e Eiswein quase todo o ano, é também parte desta região, assim como o vale Ruwer. O rio Ruwer se junta a Mosel, rio abaixo da cidade de Trier. Possui uma bem pequena quantia de terra com vinhedos (690 acres), e se empenha para produzir finos vinhos Riesling em um clima desafiador. Em anos mais quentes, a região produz notáveis vinhos secos e meio secos. NAHE Nahe é uma região diferente, produzindo muitos tipos de vinhos. Possui um clima seco (menos de 20 polegadas de chuva por ano), com as últimas chuvas de verão tipicamente antes da colheita. Três quartos das terras de vinhedos são plantadas em declives. Seus mais excelentes produtos compartilham as qualidades de ambas as regiões de Mosel e Rheinhessen, sendo aproximadamente quarta parte de vinhos secos ou meio secos; e eles são levemente menosprezados pela sua qualidade. Uma crescente porcentagem das áreas vinícolas é dedicada às uvas Riesling, que se tornaram a principal variedade por volta dos anos de 1990 e contribuem com cerca de um quarto do total da área vinícola. Os melhores vinhos Einzellagen, muitos de propriedades rurais particulares ou estatais, têm um agradável perfume Riesling temperado pela ótima acidez. O envelhecimento em tonel, em grandes barris de carvalho é típico nesta região. Tradicionalmente, as uvas mais plantadas em Nahe têm sido as Müller-Thurgau, ainda que sua porcentagem tenha decaído nas últimas duas décadas. A maioria das Müller-Thurgau é vendida como vinhos Bereich e Grosslage, com quase que sua totalidade indo pelo mar germânico de Liebfraumilch (que produz acima de 3% do volume total), mas em Nahe também se pode produzir uma grande variedade singular de vinhos. A Sylvaner tem sido usada aqui para a combinação de vinhos para supermercados, mas sua área em acres também tem sido diminuída. Duas principais cooperativas controlam quase que metade dos vinhos da região, uma controla somente os vinhos a granel e outra processa metade da área de Riesling, todos vendidos preferivelmente em garrafas do que a granel. PFALZ Esta região inicialmente chamada de Rheinpfalz é conhecida pela riqueza de seus vinhos Riesling. Algumas uvas ainda produzem o clássico estilo meio doce, mas aquelas suficientemente encorpadas estão sendo usadas para os secos (trocken ou halbtrocken) Riesling, algumas vezes chegam a ser amadurecidas em carvalho. Uma enorme quantia de vinho a granel é produzida aqui para o Liebfraumilch. A híbrida Scheurebe se desenvolve muito bem nesta região, e as versões Pfalz de Traminer e de variedades da Bourgogne como Weissburgunder, Grauburgunder e Spätburgunder recebem muita atenção, especialmente nas mãos de um número progressivo de jovens produtores de vinhos. RHEINGAU Os vinhos de Rheingau têm sido administrados pela igreja e pela nobreza há séculos, e a região ainda possui um grande número de propriedades, a maior parte delas composta de um número de vilas. As famosas propriedades eclesiásticas de Kloster Eberbach e Schloss Johannisberg estão aqui, tão boas quanto à mundialmente conhecida pesquisa do instituto Geisenheim de viticultura. Os solos aqui são extremamente variados, contendo ardósia azul altamente valiosa para Riesling, a variedade mais comum (82% em 1990). O clássico estilo Rheingau é rico e doce como mel, porém viçoso, com um sinal de terra e uma final longo. O clima é levemente menos severo que Rheinhessen ao sul, e é um imã natural para a abundância de botrytis, permitindo aos produtores criar uma ótima safra tardia de Riesling, Beerenauslese, Trockenbeerenauslese e Eiswein. Estes bastante duradouros devem durar vinte anos ou mais. Há também crescentes plantações de Spätburgunder (Pinot Noir), e a região produz tintos secos e profundos ao estilo moderno, em maior demanda. A alta qualidade do grupo CHARTA, cujos membros cultivam somente Riesling, requerem rigorosos testes ao vinho, superando os padrões do governo, e promove vinhos exclusivamente secos. As cooperativas de produtores possuem 25% dos vinhedos de Rheingau, e muitos produzem e vendem seus vinhos por conta própria; as adegas das nove cooperativas de Rheingau são responsáveis por apenas cerca de 15% da safra. RHEINHESSEN Esta é a única região vinícola mais extensa da Alemanha, com 165 vilas produtoras. A maioria dos vinhos de Rheinhessen é produzida para Liebfraumilch, um dos mais bem conhecidos vinhos de mercado que parecem vir de qualquer parte, e de nenhum lugar em particular. Rheinhessen também produz amáveis Riesling de metade das doze mais bem conhecidas regiões, especialmente Nackenheim e Nierstein, embora o nome da última região seja sempre confundido com a mais larga e comum Nierstein Bereich, cujos vinhos são feitos de menores variedades. Rheinhessen também produz ótimos Sylvaner. SAALE-UNSTRUT Inicialmente sob controle do governo do leste da Alemanha, os 1.190 acres de planícies de Saale-Unstrut foram recuperados após anos de negligência. O clima frio do norte apresenta geadas freqüentes, mas uma baixa quantidade anual de chuvas, cerca de 17.5 polegadas por ano. A característica climática e a péssima condição dos vinhedos fazem com que os mesmos tenham baixos rendimentos e pouco álcool, mas regularmente possuem ótima concentração. Todos os vinhos são completamente secos, e podem ser muito bem balanceados. As variedades são Müller-Thurgau, Sylvaner, Bacchus, Gutedel (Chasselas), e Weissburgunder (Pinot Blanc). Apesar da sua complexidade, a indústria de vinho alemã oferece fascinantes e variados vinhos – muitos são perfeitamente apropriados às cozinhas contemporâneas, comidas especialmente difíceis que podem frustrar outras variedades. Com suas delicadas personalidades, de baixo álcool e acidez relativamente alta, estes charmosos e deliciosos vinhos adicionam um prazer único ao jantar. Os amantes de vinho devem vir a conhecer os vinhos desta região. SACHSEN Sachsen é a menor e a mais ao norte região vinícola da Alemanha, com clima continental frio de inverno e geadas tardias, porém com verões quentes. As principais variedades de uvas são Müller-Thurgau, Riesling, Weissburgunder (Pinot Blanc), Traminer e Ruländer (Pinot Gris). Virtualmente todos os vinhos de Sachsen são secos. Quase metade dos vinhos são vinificados em uma única cooperativa. WüRTTEMBERG Württemberg inclui a cidade de Stuttgart e Heidelberg e continua com os vinhedos de Baden (ao norte) com mais de 24,000 acres de áreas de vinhedos alinhadas livremente com o rio Neckar. Grande parte da região tem clima continental com severos invernos. Suas planícies e declives são atrativas. Fonte: http://www.e-vinho.com.br/pais.php?pais=Alemanha&continente=Europa
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