Paysandu Sport Club
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06 de Julho de 2011
 

 

 

 

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História Completa - HISTÓRIA COMPLETA DO PAYSANDU Origem do Nome Paysandu, cidade do Uruguai, foi palco, dia 2 de janeiro de 1865, do episódio histórico denominado "A TOMADA DE PAYSANDU", do qual, participaram, tropas e esquadras brasileiras comandadas, respectivamente, pelo General Mena Barreto e pelo Almirante Tamandaré. Esse episódio não tem qualquer ligação com a guerra do Paraguai, mas sim com as sangrentas lutas que, no Uruguai, envolviam sempre os partidos políticos "Blanco" e "Colorado". Os nomes, da cidade e do clube, se escrevem como está no mapa: PAYSANDU. Fundação No dia 7 de dezembro de 1913, um domingo, o "ESTADO DO PARÁ", jornal de grande prestígio que existia em Belém, na sua terceira página, coluna "CRÔNICA ESPORTIVA", noticiou que "elementos esportivos de valores da elite belemense", uns "esparsos do antigo Nort Club" e outros "retraídos no momento", iriam fundar nesta capital o "PAYSANDU-CLUB", "que iniciará logo suas seções de remo e futebol". A notícia é longa, e abaixo na figura, possuem os trechos que revelam o principal objetivo da mesma -- divulgar a fundação do PAYSANDU. Inclusive, a notícia, termina antecipando votos de prosperidade à novel agremiação. A 2 de fevereiro de 1914, uma segunda-feira, o mesmo jornal, terceira página, publicou o seguinte convite: Jornal Estado do Pará - 07/12/1913 Pariquis, 22, ficava entre as travessas Apinagés e São Matheus (está hoje, é a Padre Eutíquio), e era a residência de Abelardo Conduru, que foi um dos principais fundadores do Paysandu, participou de várias diretorias, era benemérito pelos relevantes serviços que prestou ao clube, e, enquanto viveu, sempre dedicou ao Paysandu, especial atenção e muito carinho. Compareceram 42 interessados, a maioria do Norte Club -- mais conhecido, talvez, pelo codnome "Time Negra", isto por causa do uniforme negro -- e uns poucos de outras agremiações, como por exemplo, o Internacional Club ou Internacional Sport Club, a Recreativa e etc. Recorte de Jornal em 1914. Hugo Manoel de Abreu Leão, que era do Nort Club mas liderava o movimento para a fundação do novo clube, foi escolhido por unanimidade, para dirigir os trabalhos. Levou Humberto Burlamaqui Simões para secretariá-lo, e , então, expôs o motivo da reunião, propondo logo que o novo nome do clube fosse denominado PAYSANDU FOOT-BALL CLUB. O nome Paysandu foi inspirado no episódio histórico "A Tomada de Paysandu", no Uruguai, como foi dito acima. Duas de Hugo Leão: A primeira: "Vou fundar um clube para vencer o Grupo do Remo", respondeu ele, em dezembro de 1913, quando convidado a ir para o Remo. A segunda: 14 de julho de 1914, jogo Paysandu x Ipiranga, campeonato, de costas para o goleiro e de calcanhar, bateu um pênalti e fez o 6º gol do Paysandu. Deu a maior "bronca", Hugo foi tachado de "mesquinho" e outros "carinhosos elogios", inclusive pela imprensa, mas deu a todos a devida resposta. Resultado desse jogo 14 x 3 para o Paysandu. Depois de muitos debates, foi eleita a primeira diretoria, assim constituída: Presidente: Deodoro de Mendonça Vice-Presidente: Dr. Eurico Amanajás 1º Secretário: Arnaldo Moraes 2º Secretário: Humberto Simões Tesoureiro: Gastão Valente Comissão de Sindicância: Pedro Paulo Pena e Costa, Manuel Marcus e Edgar Proença Delegado perante a Liga: Hugo de Abreu Leão Para redigir o estatuto do clube a assembléia escolheu a seguinte comissão: Deodoro de Mendonça, Eurico Amanajás e Arnaldo Moraes. Não estando ainda organizados os primeiro e segundo times de futebol, a eleição dos respectivos “capitães” ficou para outra oportunidade. Por fim, a assembléia deliberou que o número de sócios não excederia 50 e considerou sócios fundadores os 42 participantes da reunião. A segunda reunião realizou-se na data marcada, 10 de fevereiro de 1914, no mesmo local da primeira e com a presença de elevado número de participantes. Foi empossada a diretoria eleita, aumentando o número de sócios para 100 e foram considerados sócios fundadores, mais de 15 novos sócios que se filiaram ao Paysandu. Hugo Leão, em seguida, lembrou que fosse logo tratado o assunto “uniforme do clube” e imediatamente propôs: camisa azul e branco em listras verticais, o escudo do clube com as iniciais “PEC” a altura do peito, calção branco. Bayma de Moraes foi de opinião contrária, opinando pelo uniforme totalmente branco. O assunto ficou em suspenso porque a reunião, devido a hora, foi encerrada e marcada a terceira para o dia seguinte, no mesmo local, as 20:30. Essa terceira reunião só se realizou a 19 de fevereiro de 1914 e na residência do presidente, Dr. Deodoro de Medonça, na Vila Amazônia – Estrada de São Braz 30-E (a Estrada de São Braz, hoje, é a Av. Braz de Aguiar). Considerando as duas outras, a terceira reunião foi a mais concorrida das três, muita gente e o assunto “uniforme do clube” foi logo posto em discussão, mas, de imediato, Mário Bayma de Moraes com a palavra, justificou e retirou o seu projeto, pedindo, pedindo, inclusive, que fosse considerado apenas o de Hugo de Leão. Ninguém mais se manifestou a respeito e o projeto Hugo de Leão foi aprovado por unanimidade. A mudança de nome Na terceira reunião, dia 19 de fevereiro de 1914, que o Paysandu, de "FOOT-BALL CLUB" passou para “SPORT CLUB”. Ao ser lido, para a assembléia, um ofício pedindo a filiação do Paysandu à liga Paraense de Futebol, surgiu a idéia da mudança, que, após acirrados debates, posta em votação, foi aprovada por maioria de votos. E assim surgiu o nosso muito querido Paysandu Sport Club: Que foi “FOOT-BALL CLUB” por 17 dias. Sedes Fundado na Pariquis 22, daí o Paysandu foi para a residência do presidente Deodoro de Mendonça e que passou a ser chamada de “sede do Paysandu”, bonita casa, cuja frente, hoje, foi demolida e transformada em um bar. No final de 1914 e até fevereiro 1915, lá o Paysandu passou para a residência de Edgar Proença, na Vila Amazônia, Passagem Mac Dowell, de onde foi para a sede da associação Dramática, Recreativa e Beneficiente, pois surgiram a possibilidade da fusão Paysandu/Recreativa, fusão que vinha sendo debatida e estudada desde a reunião de 8 de fevereiro de 1915, do Paysandu, mas que acabou não acontecendo. Depois o Paysandu ocupou as seguintes sedes: 1915, setembro, antiga estação dos bondinhos, na São Matheus 170, entre Pariquis e Caripunas, onde construiu, nos fundos, um campo de futebol que, depois, foi do Ibérico e do Liberto (hoje o terreno está todo edificado); 1918, 14 de janeiro, foi para a rua Lauro Sodré (hoje Ó de Almeida) nº 04 (altos), esquina com a São Matheus a frente da Praça Saldanha Marinho; 1919, março, foi para Serzedelo Correa 25-A, frente a Praça Batista Campos, belo prédio, hoje demolido; 1920, 1º de agosto, mudou-se para a Travessa do Carmo nº 01, altos da garage Náutica e em maio de 1926 veio para a Av. Nazaré 66, cujo prédio foi adquirido em 1927, remodelado e mais tarde demolido para dar lugar à sede atual. Campos de futebo lO primeiro campo do Paysandu foi ao lado do Instituto LAURO SODRÉ, bairro do Souza. Era para treinos, mas nele foram feitos jogos amistosos. Depois teve um atráz da sede da travessa São Matheus 170, com a rua Caripunas, a travessa Apinagés e o quintal de uma residência fechando o retângulo . Este campo foi fruto do trabalho da comissão desginada na reunião de 19 de fevereiro de 1914. A arquibancada foi inaugurada a 16 de abril de 1916, um domingo, com caprichada programação esportiva. Primeira arquibancada do Estádio Leônidas Castro, a Curuzú.O atual campo do Paysandu, na Almirante Barroso (antes Tito Franco), era da Firma Ferreira & Comandita, que construiu e inaugurou a 14 de junho de 1914. O Campo também é chamado "Vovô da Cidade" e da "Curuzú". É do Paysandu graças a Leônidas Sodré de Castro, grande Alvi-Azul, cujo nome, muito justamente, foi dado ao campo. Leônidas teve também grande influência na compra da atual sede. Presidiu o Paysandu de 2 de fevereiro de 1930 à 2 de fevereiro de 1931 e participou de outras diretorias. Sem dúvida, Leônidas Sodré de Castro foi um dos artifícies do nosso Paysandu. Abaixo, a foto do "Vovô da Cidade", em dia de jogo, publicado pela revista "Caraboo" de 26 de setembro de 1914, ano em que o campo foi inaugurado. À essa altura ainda pertencia a firma construtura. O Clube de Suíço O Paysandu já foi muito conhecido como “O Clube de Suisso”. Ainda hoje, as vezes, assim é chamado. Mas, quem foi “Suisso”? Seu nome: Antonio Barros Filho. Foi um dos grandes futebolísticos que o Pará já teve. Dizem que iniciou-se na Suíça, e daí o apelido. Paraense, nasceu em 1899 e morreu, ainda moço, 23 anos, a 2 de julho de 1922. Jogava com eficiência em qualquer posição, mas destacava-se como lateral esquerdo ou centro-médio. Foi sempre o “capitão do time” no Paysandu, função que, na época, incluía a de treinador. Antonio Barros Filho - Suíço O Guarany Football Club, da Av. José Bonifácio, onde Suisso jogava em 1914 (no campeonato desse ano perdeu para o Paysandu por 4 x 1). Só em fins de 1914 que Suisso passou para o Paysandu, estreando em 31 de Janeiro de 1915, na meia-direita, contra o Clube do Remo, vitória do Paysandu, 2x0. Efetivo da seleção paraense, neste jogou de ponta-direita. “Suisso” amava o Paysandu que, para ele, era uma espécie de devoção. Havia na sede antiga do Paysand, a que foi demolida para dar lugar a atual, carinhosamente guardado em armário envidraçado, o último uniforme do Paysandu que “Suisso” usou (camisa, calção, meias e chuteiras), e , na parede, pendurado por cima desse armário, o retrato emoldurado de “Suisso”. Dizem que num Paysandu x Remo, em 15 de julho de 1923, campeonato paraense, no final do jogo, placar 0x0, pênalti contra o Paysandu. João Moraes, goleiro do Paysandu, disse depois, ter ouvido a voz de “Suisso” dizer: “te atira pro lado direito”. Não teve dúvida, fechou os olhos, ouviu o apito, e jogou-se para o lado direito ... Defendeu! Rápido, chutou a bola para frente, Vadico pegou e fez 1x0 para o Paysandu. Minutos depois o jogo acabou. Juiz desse jogo: Hugo de Leão. Mais ou menos sobre isso, “A SEMANA” de 8 de dezembro de 1923, publicou o seguinte: “FURO – Como andaram espalhando que a vitória do Paysandu era de vida e alma de “Suisso” que estava encorajando os seus companheiros, o Pedro Mello, que também é abnegado, resolveu “morrer” para vim encorajar seus companheiros de clube” (no caso, Clube do Remo). Primeiro Jogo Domingo, 14 de junho de 1914, 16 horas, inauguração do campo da firma Ferreira & Comandita que, hoje, totalmente diferente, pertence ao Paysandu Sport Club. Muita gente, campo superlotado. A madrinha Mille Isolina Coutinho, batizou o campo com champane. Depois, campeonato de 1914, o primeiro Paysandu x Remo da história do futebol paraense. O Dr. Deodoro de Mendonça, representando o Independente de Belém, deu o ponta-pé inicial. Graças a um pênalti marcado no finalzinho do jogo, muito duvidoso, deu Remo, 2x1. O juiz foi o Dr. Guilherme Paiva. Campeonato Paraense 1915 A Primeira Equipe: Genaro Bayma de Moraes, Eurico Romariz (goleiro), Sylvio Serra de Moraes Rego, Jaime Bastos Cunha, Moura Palha (Gigi), George Mitchell, Matheus, Maurilio de Souza Guimarães, José Pinheiro Garcia, Hugo de Leão e Arthur Pereira Moraes. No ano seguinte o Paysandu começou a mostrar sua força, e não parou mais de colecionar títulos e vitórias. O Paysandu sempre esteve na frente de seu rival em títulos, apesar se ser fundado anos depois. Fonte: Acervo Antônio Couceiro
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